segunda-feira, 30 de julho de 2012

Aos achigãs por Tomar

Ontem foi dia de descanso e troquei a água salgada e rochas mariscadas por água doce e rochas fragmentadas. Foi dia de ir aos achigãs!

O desafio foi lançado no fórum do PcA sob o tópico "Domingo dia 29" com o desafio de ir às terras do Rio Nabão apanhar uns achigãs e aproveitar o bom tempo para conviver com alguns membros. Assim que soube a minha disponibilidade, prontamente aceitei e começou a organizar-se toda a logística de transporte com o Pavia.

O amanhecer demonstrou-se como sempre custoso, mas num instante os 2 pescadores se transformaram em 6 à beira da água e começam a voar amostras água dentro. O tempo vai passando, o dia fresco começou a aquecer e vai-se vendo alguma actividade fora de água, provavelmente algumas carpas energéticas inspiradas pelos Jogos Olimpicos a decorrer.
Em acção de pesca
Os peixes estavam activos, com muitos pequenotes atrevidos a perseguir e por vezes beliscar as amostras, o que não tardou a dar em "captura" (se é que se pode chamar isso).
5cm de Amostra vs 7cm de Peixe
Estava assim safa a grade, a partir daí só faltava mesmo aumentar a parada! Mais uns lançamentos com a mesma amostra e novamente um atrevidote atirou-se em fúria à amostra.
O achigã gigante!
Este era "tão grande" que foi preciso usar o grip, não fosse ele fugir!
Gigantesco!
Entre uns e outros, as grades entre nós iam desaparecendo e como o sol já apertava e o calor intenso fazia-se sentir, o pessoal começou a reunir-se para preparar a "bucha" matinal. Eu continuei mais um pouco a explorar as margens mas sem grande sucesso acabei por me juntar a eles passado cerca de 1h.

Entre conversas e minis e comidinha boa, o tempo ia passando, as trocas de experiências iam surgindo e amostras iam-se analisando. Curiosamente, na investida matinal reparei num ou outro momento que havia alguns lagostins bem vermelhos nas margens, o que me deu a ideia de experimentar da parte da tarde um vinil com aspecto semelhante. Montagem Texas feita (obrigado Simões pelo vinil, anzol e chumbo), cana pronta, vamos lá voltar à pesca que sentados eles não saem!

Não demorou muito para a experiência traduzir-se em sucesso e num lançamento mais longo e a trabalhar o vinil com toques arritmados tenho um ataque e logo começou a cana a tremelicar com um peixe a sério!
Achigã com vinil
Houve inclusive tempo para fazer um video com o catch & release, onde eu tive alguma dificuldade em libertar o peixe mas este com um salto para a água se libertou sozinho. Imagine-se agora um valente achigã aos saltos e soltar-se... Ai a azia...
Este foi o meu primeiro achigã com vinil mas não estranhei, uma vez que em vez de ter a escola dos achigãs aplicada aos robalos, segui o percurso inverso. Admito que sentir os fundos e sua constituição e morfologia é bem mais complicado em mar do que água doce. Em água parada, sentia cada rocha, zona de areia ou ervas nitidamente, já no mar a coisa complica...

Achigã libertado, após uma brincadeira com 1 video e novamente à pesca. Mais uns metros à frente observei um par de lagostins de água doce nas suas tocas e ora pois que me fui meter com eles! Com o vinil em forma de lagostim ainda montado, recriei um momento digno de BBC Vida Selvagem cujo titulo seria "Lagostim - A defesa da toca" :)
Simulei ataques agressivos com o vinil e obtive resposta do real, foram pinças a voar tal e qual um espadachim vermelho mas o falso espadachim também dava cartas e acabou mesmo por expulsar o vermelho da sua toca!
A lagosta!
Quando saiu finalmente da toca, o tamanho era considerável e umas cores fantásticas, com tons vermelhos bem marcantes e um azul escuro excelente. Via-se bem que aquele animal era um residente com muitas Primaveras...

A pescaria retomou e até ao final ainda tive mais um momento interessante, com uma bela e grande carpa espelhada abeirada num recanto com menos de 50cms de profundidade que me permitia ver claramente as suas escamas grandes e a cauda bem laranja! Ainda tentei a minha sorte com o lagostim de vinil mas não era para mim aquela grande oportunidade.

Reencontro com os restantes membros, agora reduzidos a 4 pois o trabalho é mandatário, terminei o encontro com um refrescante mergulho (e que bem me soube!). Mais uns bons momentos de galhofa e picadelas, Arrumado tudo, lixo bem guardado em sacos, hora de nos fazermos à estrada que ainda havia uns kms por fazer e o cansaço apertava...

Um domingo em grande, espero poder repetir muitas vezes e sempre com capturas interessantes e momentos excelentes!

Fiquem bem!
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sábado, 28 de julho de 2012

Meio enguiço está quebrado!

Acabo de chegar de mais uma pescaria com o novo parceiro de spinning (João, o vizinho) e desta vez tivemos uma companhia extra, mais um membro (Helder) do PcA que por si só é uma daquelas peças raras! Mas lá vontade ele tem e com ajuda e umas dicas, chega lá mais cedo ou mais tarde!

Apresentações feitas na presença de um belo final de dia e de semana, decidimos qual o rumo a tomar e num ápice as amostras começavam a voar para a água. Eu tratei de nos primeiros lançamentos prender a amostra numa rocha e levar um valente banho de uma onda, mas a amostra regressou ao dono!

Amostra vai e amostra vem, chegamos ao sitio onde na última jornada tinha safo a grade com um atrevido robalote. Como em equipa vencedora não se mexe, lá recoloquei a zagaia com o civelix branco a trabalhar as zonas mais afastadas... Faço lançamentos para longe, vou puxando ora com toques de ponteira ora linear, sempre a sentir o fundo (e pedras) quando de repente.... Puuummm, a cana começa a dar sinal de vida, a tremelicar nervosamente! Eu aviso o Helder que tenho peixe e começo a trabalhar com ele, mas não deu grande luta e quando a onda tratou de o empurrar para mim, quase nem ofereceu grande resistência e apercebi-me do porque mal lhe deito a mão.


Grande parte da guelra tinha sido arrancada com o anzol e havia sangue por todo o lado...

Retorna-se aos lançamentos. O dia ia dando espaço à noite, o pôr do sol presenteava-me com um belo Sol vermelho bem longe... Troca-se de amostra, agora está na hora de trabalhar outras com o cair da noite.
A noite chegou, a lua estava tímida a brilhar no céu e o mar permitia trabalhar bem as amostras. Estou eu a contemplar tudo o que me rodeia, com calma, quando.... Pummm Puuum Puuumm, levo umas valentes pancadas na cana e aviso logo que tenho peixe e este é maior! Trabalho o peixe, a Magister Lure a trabalhar bem o peixe, o Okuma a recuperar o fio que lhe pertence e num minuto ou dois o peixe estava recollhido. Sucesso!
O maior da jornada
O meu primeiro peixe numa sessão nocturna e com uma amostra rígida, algo que ainda não tenho bem acente no meu registo. A escolha das amostras está a revelar-se produtiva e acertada, talvez seja sorte, talvez seja fruto da informação que tanto procuro e recolho...
A jornada continuou agora em sentido inverso mas o mar estava mais agitado do que na zona anterior, pelo que ao fim de uns lançamentos optamos por dar por terminada a jornada. Depois de uma árdua caminhada, nada como dar umas gargalhadas com conversa non-sense, ficando assim marcado o companheirismo de hoje.

Ficha Técnica
Cana: Hiro Magister Lure 3.00m 20-60g
Carreto: Okuma Trio 40s
Linha: Multi Sufix 832 0,18mm
Estralho: Fluorcarbono Duel Powercarbon 0,37mm
Amostra(s): Zagaia com civelix branco, Westlab Macua M22 17cm
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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Uma "quase-maratona" Atlântico-Tejo!

Vou-vos contar um dia que me deixou estourado por completo e mal tive tempo para descansar...

Depois de uma troca de mensagens e uns telefonemas, descobri que um colega do PcA é praticamente meu vizinho e sofre da mesma doença que muitos de nós: adora pescar! A troca de mensagens rapidamente se transformou numa pescaria marcada e às 5h da manhã de um sábado (valha-nos a loucura...) lá estava eu a pé!
Cumprimentos feitos e trocadas umas impressões durante a viagem, que feita sem problemas com o sol a querer espreitar e num instante estávamos no local do crime. Uma breve espreitadela para ver o estado do mar: agradável. Vamos lá ao que interessa!

Amostras na água, eu optei por experimentar um cabeço de areia, o meu vizinho já conhecedor dos cantos da casa optou por ir logo para o seu spot. Lançamento atrás de lançamento, nada... Ambos a aproveitar as zonas mexidas e espumadas, ora perto e ao longo da costa, ora mais fora, mas o peixe não estava a colaborar...

Eis que me lembro de um pequeno trunfo na caixa das amostras e vou buscar a minha zagaia (chapa) com civelix branco. Queria chegar lá ao longe onde o mar estava a mexer bem e tentar a minha sorte. Lançamentos longos, sempre a trabalhar a zagaia ora com um trabalhar linear calmo, ora aos puxões nervosos e eis que... Toque! O peixe estava preso, a luta começou, a cana sofre e aguenta muito bem a carga, o carreto liberta um pouquinho de fio mas a luta terminou...


Não, o peixe não fugiu mas tratou-se de um jovem e rebelde robalo que achou que o civelix era um belo petisco! Não foi preciso grip, já que a zona era de areia mas ao pegar no peixe (já "gripado") reparei num pormenor que nunca mais na vida vou repetir: não vinha preso pelo anzol, mas sim pelo clip. É verdade, pelo clip do destorcedor! Tirei fotografias mas não ficaram grande coisa e como o peixe já estava fora de água à algum tempo, decidi desistir da foto perfeita e libertar o bicho.
Zagaia e civelix à esquerda na minha mão
Não era um mini robalo, já deveria ter os seus 30-35cm mas safou-me da bela grade prometida e como recompensa voltou para o seu habitat! Obrigado "puto"!
A pescaria continuou e ainda cheguei a ver mais uns jovens robalos à caça, mas não queriam nada connosco. Eis que chega a hora de regressar à base e constatou-se porque gradou o meu vizinho: não levou o seu chapéu da sorte! Ora pois, qualquer pescador que se preze tem o seu amuleto ou ritual da sorte!
Rumamos a casa estourados e ficou logo combinado um rematch...

Material lavado, duche para refrescar, almoçado e o sono apodera-se de mim... Deito-me e nem passou uma hora toca o meu telemóvel. O meu primo queria tentar a sorte no Tejo! Ainda meio cheio de sono lá disse que sim e combinamos a hora e o local. Lançamento atrás de lançamento, nada...
Troca de vinil, aposta noutras cores e pesos, nada... Já cansados de gradar, pensamos "Bem, entre gradar e tirar um xarroco"... Sim, optamos por tentar apanhar o xarroco anti-grade!
Mas como é preciso uma grande técnica e sabedoria e anos-luz de experiência qualificada no estrangeiro intercontinental para apanhar tal raridade, só eu me safei!
El Xarroco!
Chegado o fim do dia, ainda vimos 2 ataques de corvinas mas nem assim queriam alguma coisa connosco, fica para a próxima! Infelizmente, a época delas já vai avançada e começam a rarear. Não que isso seja impeditivo de tentar a sorte na mesma, pois o convivio (e xarrocos/grade) está praticamente garantido!

Fim do dia, deito-me na cama e tento pensar no dia que foi, mas adormeci antes de sequer começar a pensar... Missão cumprida!
Há dias assim, e eu gosto é disto!

Um abraço a todos!
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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Sucesso a meio termo!

Ora viva a todos!
Ultimamente têm havido bastantes mudanças na minha vida e os tempos para publicar acontecimentos ou novidades vai sendo escaço, pelo que peço desculpa! Mas tudo tem o seu motivo...

Depois de um "acidente" pessoal que me afastou por uns tempos de tudo que fosse actividade, numa sexta-feira à noite o desafio foi lançado pelo meu primo: "temos cerca de 1h30 para ir à pesca, bora ali ao Tejo?". Claro que prontamente aceitei e rapidamente peguei no material (sempre pronto para situações como esta).

Destino já escolhido, preparam-se as linhas, dão-se os últimos toques nos nós e lá vai vinil para a água. A noite até estava agradável, comparando com os dias anteriores, mas de vez em quando sentia-se uma brisa fria lembrando que o clima anda de todo avariadinho (estamos praticamente a meio do Verão oh S.Pedro!).

Lançamento atrás de lançamento, conversa disto e daquilo e de repente... O telemóvel toca! O meu primo pára os movimentos do vinil, vai ver o telemóvel e depois pega na cana. "Está preso no fundo..."


De repente, começa a sentir uns tremeliques na linha e tentou adivinhar, "Olha, afinal parece ser um xarroco ou um robalinho". Vai subindo e quando chega à tona da água, começa a acção, a verdadeira acção! Afinal não se tratava de peixe pequeno e a julgar pela luta, uma bela corvina estava do outro lado.

"Calma...Calma, temos tempo, deixa-a cansar-se", dizia eu já a preparar-me para a recolher com o grip assim que fosse possível. Ela vinha à tona, depois assustava-se com a luz e lá voltava ela para o fundo, às vezes até parecia colar ao fundo!

Com calma e paciencia, ela lá foi encalhada e apesar de não ficar segura à primeira tentativa de grip, ficou à segunda e daí não saiu mais, estava segura e fora da água!

Ainda a tremer do momento, o meu primo fez uma pausa para respirar e tirar 2 ou 3 fotos ao bicho, enquanto eu só queria que andasse por ali outra...

A pescaria continuou, infelizmente não houve mais acção (apesar de ficarem lá mais 2 vinis) e estava assim feita a nossa 1h30 de pescaria, e em grande!
A grande captura
A balança acusou 7,1kg e tinha um tamanho aproximado de 90-100cm!

Com o entusiasmo, combinamos logo outra pescaria para o dia seguinte, mas agora durante o dia para fazer um pouco de reconhecimento de locais. Andamos à procura, aqui e ali, experimentar uns vinis e cabeçotes mas o vento da nortada não era nada agradável. Como a noite anterior deu em sucesso, desta vez as expectativas iam em alta mas não houve um momento como o anterior...
El Xarroco
Nessa tarde saíram 2 xarrocos quase de seguida, sendo o primeiro ligeiramente maior que o segundo e ambos tirados por mim (outra estreia, 2 peixes numa só investida, uau!)

Cada vez mais aperta o tempo para tirar uma Corvina e finalmente me estrear, mas ainda não desisti, sei que ainda me vai dar umas belas surpresas o Rio Tejo ;)

Fiquem bem!

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