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sábado, 30 de março de 2013

Plumando em Penacova

Já ando há algum tempo para colocar este relato mas o trabalho e outras actividades têm-me tirado o tempo e disposição para começar e acabar de contar o último (até à data) encontro em Penacova do PcA.
Foi no dia 17 de Março, um dia que começou muito cedo com um ambiente chuvoso e mau para quem anda na estrada mas nada que com uma boa banda sonora e atenção redobrada não se consiga ultrapassar! Num instante cheguei a Leiria onde já estavam os restantes companheiros prontos para seguirmos todos num só veiculo. A conversa rapidamente se tornou alegre, onde tanto se discutia técnicas como se desafiava e sonhava acordado...

Eis que chegamos a Penacova, mais concretamente a Porto da Raiva, recebidos por um nevoeiro e uma chuva constante apesar de miudinha. Apesar de termos receio de estarmos atrasados, constatamos que fomos mesmo os primeiros a chegar! Isso obrigou, claro, a que tomássemos conta dos abrigos existentes no ponto de encontro.
O grupo abrigado à espera dos restantes companheiros
Pouco a pouco foram chegando cada vez mais caras conhecidas, umas já "antigas" outras mais recentes e algumas estreias por estas bandas, foram todos bem recebidos! Mas o que nos moveu para ali foi a pesca e a ansiedade era mais que muita, pelo que decidimos ir para perto do rio já tínhamos que preparar o material rapidamente ao som da chuva.
O material pronto, uns mais rápidos que outros e as conversas e grupos iam-se formando, dicas e opiniões iam-se trocando, estava lançado o convívio!
Pequeno grupo de verdadeiros truteiros
O convívio acontecia debaixo de uma chuva teimosa
O "mister" a dar as dicas de ataque :)
A grande preferência para o estilo de pesca caiu sobre as medalhas e canas convencionais, mas eu optei por dar uma chance ao meu kit de pluma e finalmente o experimentar na água com a esperança de uma captura para a estreia. No entanto, fruto de uma brincadeira, arranjei uns "óculos polarizados" para me ajudarem nessa árdua tarefa :)
Em busca do El Trutado
O sticker
"Óculos polarizados" à prova de nada!
Como tem sido habitual e tradição já, tirou-se uma foto ao grupo e diga-se de passagem que de um ano para o outro multiplicaram-se como coelhos! A promessa de um bom dia de pesca estava lançada...
Foto de grupo
Foto tirada, é a hora de ir à pesca! Divididos em alguns grupos (para segurança e não só), uns foram rio acima em direcção ao açude, outros ficaram-se logo pelo ponto inicial e acho que alguns foram rio abaixo.
Açude com bom aspecto
Como estava com equipamento de pluma, juntei-me ao Simões para o tentar ajudar (com o pouco que sei) mas a maior parte das vezes acabava por me partir a rir com o que esta personagem ia dizendo :)
Ainda assim, insisti e tentei o motivar para treinar como deve ser, que isto não basta ver vídeos (ou chamada skype como ele reclamava :P) e pensar como se faz, é preciso mesmo treinar com o material!
Eu e o Simões
Perdido na paisagem
Via-se alguma actividade na superfície da água, alguns saltos longe mas um ou outro mais perto só que ainda assim fora do meu alcance. Não querendo apanhar peixe mas sim pescar com a pluma, mantive-me com a mesma "táctica" apesar das circunstâncias. Depois de uma pausa a meio da manhã fantástica com uns torresmos fenomenais, segui com um outro grupo rio abaixo. Chegamos a um outro açude mas as condições não eram fantásticas, com o rio a mandar muita água e mesmo a tentativa de aproximação ao cruzamento do Rio Mondego com o Rio Alva revelaram-se difíceis. Optou-se por ficar ligeiramente acima do cruzamento e ai permanecer até serem horas do almoço.
O segundo açude
Ao regressar ao ponto inicial, ainda conseguimos avistar uma truta jeitosa na água, mas a chuva fez questão de começar a cair tornando impossível continuar a seguir a jeitosa. Regressados ao ponto inicial de encontro, temos uma boa notícia, houve uma boa captura durante a manhã e curiosamente por quem nem queria pescar! A pesca tem destas coisas :)
Bela truta de 48cm!!
Foi uma truta apanhada num único lançamento, numa abertura entre pescadores e por um estreante, o José Belo. Palavras dele "ainda estou a tremer" demonstram bem o estado com que ficou depois deste excelente troféu! A truta foi devolvida à água, obviamente.

Por esta altura o tempo estava mais agradável, com o sol a espreitar ainda tímido mas bem prometedor para a tarde. A barriga dava horas, as diversas especialidades da casa iam chegando para satisfação dos vários pescadores esfomeados e a conversa ia saindo ao mesmo tempo que a comida ia entrando, sempre agradável e a bom ritmo!
Depois da barriga saciada, ainda houve tempo para mais uma investida rápida para tentar dar os últimos tiros na sorte.
Efeitos "pós-almoço"?
Posso dizer que a certa altura me deixei perder no momento e apenas me limitei a apreciar...
Perdido no rio
Com o sol de lado, a água completamente transparente e gelada ao nível da cintura, o fundo irregular e rochoso com bom aspecto, a lançar a pluma... Acho que naquele momento só pedia um peixe e que o tempo parasse...
Mas este meu momento "zen" foi interrompido com um assobio nas minhas costas e um gesto a dizer que estava na hora de partir. Estava terminada a jornada em Penacova, havia ainda km's de alcatrão a percorrer até Leiria e depois Lisboa. Mas não antes sem tirar umas fotos ao local do "crime" em plena descarga!
O açude com força
Adeus Penacova e até qualquer dia.... ;)

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quinta-feira, 8 de março de 2012

Abertura às trutas

No passado fim de semana, dia 3 de Março, fui até Penacova para um convívio com o pessoal do PcA.
PcA a marcar presença em Penacova
A viagem revelou-se interessante, com a saída de casa às 5h30 e depois do GPS me ter mandado para o sitio errado e umas manobras estranhas em ruas estreitas, cheguei ao destino eram quase 10h. Feitas as apresentações a quem ainda não conhecia, rapidamente nos entendemos e o que queríamos mesmo era ir à pesca.
Foto de Grupo PcA
A pescaria estava então iniciada e num instante se viram algumas jovens trutas aos saltos, umas sem visitar o pescador outras nem por isso. Da minha parte, apenas vi uma jovem truta perseguir a medalha que lhe apresentava mas não quis nada comigo. O dia preparava-se para nos dar um belo banho a cada momento, mas determinados na busca das belas trutas, permanecemos sempre à beira da água, lançamento atrás de lançamento, medalha atrás de medalha. Num desses lançamentos, um colega (Armando Sousa) engatou uma bela truta quando os restantes colegas já tinham abandonado o local. Caso para dizer que quem procura...

Armando com uma bela truta
Esta zona do rio, para o bem das trutas e restantes espécies,  pertence a uma vasta concessão dividida em lotes. Lote o nosso onde a pesca sem morte é obrigatória. E, na minha opinião, ainda bem!
Catch & Release com todos os cuidados
Após uma pequena paragem para por a conversa em dia e "reabastecer" com minis, pão e chouriço (típico!), avançamos para jusante com novas esperanças. Essas esperanças não iriam demorar muito tempo ter resposta e numa zona de fundão onde se juntam os dois rios, outro colega (Bruno Martins) tira uma grandiosa truta mesmo ao meu lado, que teve direito a video e release "forçado"!
Nesta altura chovia a sério, mas nada abalava este grupo. A busca pelas trutas continuava, sob uma bela paisagem e uma chuva que lavava a alma a cada gotinha caída.
Uma bela paisagem
 O tempo ia passando, as amostras iam voando mas a vontade permanecia sempre ali, insistindo, dizendo sempre "é desta, é agora, lança mais uma vez".
Pesca no seu melhor
Mas o tempo não perdoa e há mais na vida do que pesca, há um grupo de amigos com as mesmas ambições e objectivos que se juntam para conviver e se divertir. O almoço foi o passo seguinte, bem regado de gargalhadas e conversas de pescador. Entre um bom bacalhau assado na brasa, um arroz de lampreia e outras iguarias da casa, sempre bem acompanhado com o senhor tinto e colega branco, não havia ali individualidades. Apenas, um grupo.
Aproveita-se a pausa para mostrar outras capturas e contar relatos passados, recentes ou não, que enchem a cabeça de pescadores novos e menos novos com ideias para atingir "aquele peixe recorde".
Belas cores desta truta apanhada pelo Rui Coimbra
Da parte da tarde, embora já quase na hora de partir, um pequeno grupo de persistentes optou por continuar a pescaria. Desta vez, em estreia mundial, fiz alguns lançamentos (ou parecido) com uma cana de mosca e apenas posso dizer: Não é tão fácil como parece. Requer treino, bastante treino, para ter aqueles lançamentos que se vêm em vídeos e filmes. Mas só por uma razão desisti de insistir, a mosca soltou-se (??) e acabei por entregar a cana ao dono (o meu muito obrigado Armando!).
Antes de me dirigir ao local para fazer lançamentos, ainda ouvi um berro de indignação de um outro colega por ter perdido uma grande truta mesmo aos pés... A pesca tem destas coisas, umas vezes ganha o peixe, outras o pescador...

A tarde já ia avançada, a chuva abrandava com o passar do tempo e a hora da despedida aproximava-se. Uns por compromissos, outros pela longa viagem que os aguardava, rumamos aos carros e com a promessa de um "até ao próximo encontro" partimos cada um à sua vida, satisfeitos na sua plenitude.

Da minha parte, não me arrependo nada de ter feito 545km, ter dormido 5h, ter apanhado chuva praticamente o dia todo e não ter apanhado nenhum peixe. Se voltaria a o fazer? Certamente. Não tão cedo porque a carteira sente o seu peso, mas sim, algo a repetir.

Um dia...
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