terça-feira, 29 de junho de 2010

Após tanto tempo...!

Com falta de sono e maré adequada, eis-me a partir em aventura para o mar vianense. Eram 4h30 quando liguei o motor do carro, segunda-feira para terça-feira, quando constato para mim mesmo "Há gente mesmo doida, mas eu não passo ao lado...". Ignorei e fui a pesca.

Cheguei ao pesqueiro e apesar de um nevoeiro desgraçado, lá montei a tralha toda. Tudo pronto, ainda uma escuridão que me fazia usar a lanterna na testa, efectuo o meu primeiro lançamento da noite. Pensava eu "Vamos lá ver o que sai daqui....".
Na verdade, não saiu nada. Esse primeiro lançamento seria o ditador da opção seguinte, mudar de lugar. E porque, podem perguntar? Porque devido à escuridão, não me apercebi da quantidade estupidamente grande de algas que por ali andavam. Apercebi-me disso da maneira mais ingrata, ficando sem o estralho todo, que tão carinhosamente preparei na noite anterior...

Mudei de lugar, decidi arriscar uma boa percentagem de material e ir para um lugar mais rochoso mas que certamente não me traria problemas vegetais!

Opção essa que logo nos primeiros lançamentos se mostrou vantajosa, uma vez que passei a ter toques de peixe (ainda se desferrou um bodião, já quase fora de água). Lançamento vai, lançamento vem, tive um toque imediatamente após um mesmo lançamento. "Lá anda o peixe pequeno a brincar com o isco" foi o meu primeiro pensamento... Errado estava eu, pois o toque seguinte foi mais forte e a cana quase que imediatamente, começou a inclinar-se para a frente.

A tremer de emoção, consigo controlar o peixe e trazê-lo para a beira e enfrentar o novo problema... Como vou eu levantar este peixe de la do fundo, das rochas, sem partir nada ou perder o peixe? Ora bem, vale aqui a pouca, mas valiosa experiência de pescar aos sargos em Sintra com o meu primo em locais bem altos e com o peixe sempre pendurado.
A cana, nova e praticamente a valer a estreia, estava toda dobrada e o carreto parecia querer ceder à força, mas com calma lá consegui trazer o "bichinho" para cima.
Grande e escuro Sargo!
Tremendo por todos os lados, a primeira reacção foi libertar o pensamento que me estava bloqueado pela adrenalina: "FO-DA-SE". Depois acalmei um pouco e acordei uma certa pessoa para contar o sucedido (peço desculpa, mas sabes que é mais forte que eu!).

Não saiu mais nada, mas fiquei com a sensação de missão cumprida e que afinal o local ainda me pode surpreender!

Fica aqui o registo do Sargo: 600gr, 32cm!
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quarta-feira, 28 de abril de 2010

No final das aulas!

Ora viva! Já lá vai muito tempo desde que a pesca me tem roubado tempo suficiente para colocar aqui algo digno de registo(leia-se: grade atrás de grade atrás de....percebem!) pelo que hoje já há algo a registar!

Estava eu muito interessado nas aulas e atento(cof cof) e a pensar comigo mesmo "hoje é um bom dia para ir a pesca...". Dito e feito, mal acabaram as aulas, depressa me dirigi a casa para pegar no material e ala que se faz tarde!

Dirigi-me para uma praia que já ando de olho a algum tempo e eis que mal chego lá, reparo que estão no local dois colegas pescadores, cada um com umas 3 ou 4 canas.... Penso eu "bem, só não trouxeram mais canas porque senão ficariam sem isco logo após 2 lançamentos..."

O pregado safa-grades!
Não me fiz de esquisito e coloquei-me ligeiramente mais para a direita deles(não gosto de confusões, eles na deles, eu na minha!) e já sabia que ali naquela zona havias umas pedrinhas, possivelmente um bom local para uns sargos ou peixes marisqueiros.

Como o tempo estava meio feio e a ameaçar chuva/trovoada achei que não iria ficar ali muito tempo... Felizmente, após meia dúzia de lançamentos, eis que me aparece um pregado de tamanho jeitoso e estava feita a pescaria para aquele final de tarde!

Matado o vicio, venham os estudos agora!
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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Porque há dias em que valem a pena....

Aproxima-se um novo dia!
Poderão pensar "fizeste grande pescaria meu malandro e nem ias contar ao pessoal" ao que eu respondo, nada disso. Eu explico.

Hoje, dia 11, é o meu aniversário. Mas nem por isso me sinto motivado ou entusiasmado, pelo contrário, sinto-me deprimido, vá-se lá saber porque...Adiante.

No meio dessa depressão toda, por volta das 00h30, eis que me ocorre, "e se eu fosse à pesca, assim numa de loucura?". Nem é tarde nem é cedo, peguei na cana e no resto do material e fiz-me à estrada que me levou até à praia de Afife.
O sol está a chegar....
Como a maré estava a encher, conseguia ter acesso a algumas rochas que com a maré no seu máximo não dá de maneira nenhuma para lá chegar. No entanto, tive que abandonar o local pois como disse, maré a encher e antes que eu me tornasse fã da pesca submarina lá fui eu de volta ao carro.

Não desisti, tamanho o entusiasmo por fazer algo diferente e ao mesmo tempo, com tanto gosto e tomei rumo até ao Cabedelo. Chegado lá encontravam-se dois senhores à pesca e coloquei-me ligeiramente mais para a direita para não perturbar. Ora eis que os senhores decidem ir embora e deixam-me 2 doses de isco inteiras. Realço o facto de apenas me ter munido de camarão congelado tornando o gesto ainda mais épico.
Quase a nascer...
De repente, fiquei eu sozinho, na solidão da noite com a lua, o mar e as estrelas...E como soube bem apreciar cada estrela cadente que calhava de ver...Ver a lua a reflectir numa água quase tão parada como uma piscina...O silencio mórbido ocasionalmente quebrado pelo barulho de um motor de barco que passava ao largo...

Assim se foi passando a noite, até começarem a raiar os primeiros raios de luz, bastante tímidos inicialmente mas depois em força. Assim que começou a ficar mais quente, chegou a hora de partir, até porque já não havia muito mais a fazer ali....
Nasceu o dia
Ah, peixes? Uma cavala jeitosa, um caboz(água com ele), um peixe-aranha(mais um...), um caranguejo(não conta como peixe) e uma estrela do mar amarela e enorme(também não é peixe).

Gone Old'ing
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domingo, 9 de agosto de 2009

Peixe-Aranha - Peste ou Selecção Natural?

Ontem ao final da tarde dei comigo em casa, sem nada para fazer, e então fiz aquilo que sabe bem fazer de vez em quando, passear a cana. Cana na mão, cesta ás costas lá me fiz eu ao paredão de Viana.

A maré estava a descer e sentia-se um bocado de vento, mas isso nem importa quando se quer fazer uns lançamentos simplesmente. Após alguns lançamentos, reparo que vinha algo preso na minha rapala. Um peixe-aranha. "Coitado, lá se enganou o coitado" pensei e devolvi-o à água.

Continuei os meus lançamentos, vi um peixe-agulha a perseguir a minha rapala e pensei "Bem, talvez consiga ter algo com que me entreter afinal". Nunca mais vi um peixe a perseguir...
Peixe-Aranha - este não teve grande sorte....
Mais uns metros à sempre, eis que apanho outro peixe-aranha. E isso pôs-me a pensar na quantidade exagerada com que este peixe tem aparecido! Desde ao fundo, bóia e agora até com rapalas, este peixe tem aparecido com demasiada frequência. O que levanta outra questão, porquê?

Surgem-me duas hipóteses, embora outras poderão fazer tanto ou mais sentido. A primeira tem a ver com a selecção natural, estes peixes embora odiados pelos pescadores (bota para cima deles, costuma ser o triste destino do coitado que se deixar enganar), têm se safado bem no seu ambiente. A ajudar a este facto, a sobre-pescagem dos predadores naturais faz com que se possam desenvolver em maiores quantidades.

A segunda hipótese prende-se no facto mais que falado, o ambiente. Está em mudança, cada vez mais e os animais sentem isso e fazem o que podem para se adaptar. Talvez uma dessas mudanças implique que estes peixes andem mais activos/ se reproduzam mais e com isso, pescarias onde nem se deita a mão ao peixe (aquela barbatana é bem chata...).

Gone Reflecting
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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Exploração - A Saga Continua

Bem, há dias em que se deve mesmo ir à pesca e hoje foi um desses dias!

Com a maré vazia, a encher até ao inicio da tarde, a táctica para hoje foi ir primeiro até ao Cabedelo ver se enganava-mos algum peixito e depois antes da maré estar cheia ir até ao Castelo de Neiva fazer o resto da tarde.

Lá apanhei o Jorge cedinho outra vez e rapidamente fomos para o Cabedelo para ter lugar antes que viessem todos os pescadores para lá. Ainda conseguimos um lugar decente e começamos logo a pescar. Não demorou muito até eu com a bóia tirar uma boga e engatar outra que conseguiu descravar.

O mar e o dia estavam bons mas o peixe não queria nada connosco. Até que o Jorge teve um toque e eu chamei-o para isso(ele estava com a minha cana a entreter-se). Eu tinha entretanto pegado na cana dele e cravado o peixe mas vi que era pequeno e perguntei se ele queria o tirar. Disse que eu podia o tirar e assim o fiz, lá veio um pequeno robalo(cerca de 25cm) que por muito que o Jorge tenha reclamado por eu o deitar à água, não mato crianças(peixes ou humanas claro!).

A manha ficou por ai, mais uns peixes-aranhas que pareciam estar em festim, e fomos tratar da parte da tarde e do almoço. Para a tarde, tínhamos reservado uma surpresa. Compramos um balde,uma colher e kilo e meio de sardinha fresca. Sim, adivinharam, engodo à base de sardinha!

Com a sardinha esmagada, almoço bem alojado no estômago e canas no carro novamente, rumo ao Castelo de Neiva.

O primeiro momento pertenceu ao Jorge com um toque de peixe forte que lhe arrebentou o anzol. Não demorou muito e eu tive a primeira captura do dia a pescar ao fundo. Um belo peixe-porco fez a inauguração da tarde.
O meu primeiro Peixe-Porco!
Fiquei admirado, uma vez que sempre pensei que fosse um peixe mais para o Sul e nunca chegasse cá cima...Estava enganado pelos vistos! Lancei o mais rápido de seguida na esperança de encontrar o cardume. Ainda tive novo toque mas não cravou desta vez e até ao final da pescaria mais nenhum dos dois iria ter toque nas canas de fundo.

Como estávamos a engodar, ia usando a cana de pescar à bóia. Em boa hora o fiz, já que isso se traduziu num belo robalo(o meu primeiro, por ventura) à bóia que tal como o peixe-porco, deu uma luta interessante!
Robalote no limite legal
Estávamos nós a arrumar o material e preparar para ir embora, um senhor vem até a nossa beira dizer-nos que estava uma cana e carreto dentro de água e já tinha tentado tudo para a tirar para fora mas não conseguiu e nós podíamos tentar. Fomos ver do que se tratava e lá fui eu em boxers para dentro de água recolher a cana!

Resultado da pescaria: 1 peixe-porco, 1 robalo, 1cana 2,2mt e 1 carreto!

Nada mau!

Gone Oilling

Editado: Olhando para trás no tempo, apercebemo-nos que cometemos erros. Tivesse esta pescaria(2012) sido feita nos dias de hoje(2016)  e teria tido outra atitude com o robalo, garantidamente voltaria para a água. O tamanho do peixe é o mais perto do limite possível e bem longe dos 42cm para tamanho recomendado.

Vivemos, crescemos e aprendemos...
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