sexta-feira, 2 de julho de 2010

E material??

Pois é, encontro-me com muito tempo livre disponível (há outras coisas na vida para além da pesca(será?...)) e uma vez que não vou a pesca, posso colocar aqui uma breve descrição do material que me faz acompanhar nas jornadas por Viana. Não irei colocar tudo de uma só vez, senão depois mais tarde deixaria de ter o que fazer("vai à pesca oh malandro!").

Canas
Ora bem, começando por aquilo que nos faz duvidar sempre da sua resistência aquando necessário puxar um exemplar maior de sítios altos, as canas que me fazem acompanhar são:

A primeira cana de surfcasting que comprei, já la vai cerca de um ano, foi uma Barros Albatroz Top Surfer - 4,5mt - 100gr/250gr. Não me tem dado desilusões, pelo contrario, tem um bom comportamento, que coloque chumbadas leves(100gr) quer coloque algo mais pesado(máximo que já usei foi 180gr). Para já, é a matadora de serviço!

A vermelha, a mais recente aquisição, é uma Grauvell SC Surf EX - 4,2mt - 100gr/200gr. É uma cana mais leve, mais fina e mais sensível. Nos lançamentos que já fiz com ela, reparei que a ponteira é extremamente sensível e fina e requer um tipo de lançamento mais delicado. Pode ser a minha salvação em dias de pesca difícil, colocando material mais fino a trabalhar!



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terça-feira, 29 de junho de 2010

Após tanto tempo...!

Com falta de sono e maré adequada, eis-me a partir em aventura para o mar vianense. Eram 4h30 quando liguei o motor do carro, segunda-feira para terça-feira, quando constato para mim mesmo "Há gente mesmo doida, mas eu não passo ao lado...". Ignorei e fui a pesca.

Cheguei ao pesqueiro e apesar de um nevoeiro desgraçado, lá montei a tralha toda. Tudo pronto, ainda uma escuridão que me fazia usar a lanterna na testa, efectuo o meu primeiro lançamento da noite. Pensava eu "Vamos lá ver o que sai daqui....".
Na verdade, não saiu nada. Esse primeiro lançamento seria o ditador da opção seguinte, mudar de lugar. E porque, podem perguntar? Porque devido à escuridão, não me apercebi da quantidade estupidamente grande de algas que por ali andavam. Apercebi-me disso da maneira mais ingrata, ficando sem o estralho todo, que tão carinhosamente preparei na noite anterior...

Mudei de lugar, decidi arriscar uma boa percentagem de material e ir para um lugar mais rochoso mas que certamente não me traria problemas vegetais!

Opção essa que logo nos primeiros lançamentos se mostrou vantajosa, uma vez que passei a ter toques de peixe (ainda se desferrou um bodião, já quase fora de água). Lançamento vai, lançamento vem, tive um toque imediatamente após um mesmo lançamento. "Lá anda o peixe pequeno a brincar com o isco" foi o meu primeiro pensamento... Errado estava eu, pois o toque seguinte foi mais forte e a cana quase que imediatamente, começou a inclinar-se para a frente.

A tremer de emoção, consigo controlar o peixe e trazê-lo para a beira e enfrentar o novo problema... Como vou eu levantar este peixe de la do fundo, das rochas, sem partir nada ou perder o peixe? Ora bem, vale aqui a pouca, mas valiosa experiência de pescar aos sargos em Sintra com o meu primo em locais bem altos e com o peixe sempre pendurado.
A cana, nova e praticamente a valer a estreia, estava toda dobrada e o carreto parecia querer ceder à força, mas com calma lá consegui trazer o "bichinho" para cima.
Grande e escuro Sargo!
Tremendo por todos os lados, a primeira reacção foi libertar o pensamento que me estava bloqueado pela adrenalina: "FO-DA-SE". Depois acalmei um pouco e acordei uma certa pessoa para contar o sucedido (peço desculpa, mas sabes que é mais forte que eu!).

Não saiu mais nada, mas fiquei com a sensação de missão cumprida e que afinal o local ainda me pode surpreender!

Fica aqui o registo do Sargo: 600gr, 32cm!
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quarta-feira, 28 de abril de 2010

No final das aulas!

Ora viva! Já lá vai muito tempo desde que a pesca me tem roubado tempo suficiente para colocar aqui algo digno de registo(leia-se: grade atrás de grade atrás de....percebem!) pelo que hoje já há algo a registar!

Estava eu muito interessado nas aulas e atento(cof cof) e a pensar comigo mesmo "hoje é um bom dia para ir a pesca...". Dito e feito, mal acabaram as aulas, depressa me dirigi a casa para pegar no material e ala que se faz tarde!

Dirigi-me para uma praia que já ando de olho a algum tempo e eis que mal chego lá, reparo que estão no local dois colegas pescadores, cada um com umas 3 ou 4 canas.... Penso eu "bem, só não trouxeram mais canas porque senão ficariam sem isco logo após 2 lançamentos..."

O pregado safa-grades!
Não me fiz de esquisito e coloquei-me ligeiramente mais para a direita deles(não gosto de confusões, eles na deles, eu na minha!) e já sabia que ali naquela zona havias umas pedrinhas, possivelmente um bom local para uns sargos ou peixes marisqueiros.

Como o tempo estava meio feio e a ameaçar chuva/trovoada achei que não iria ficar ali muito tempo... Felizmente, após meia dúzia de lançamentos, eis que me aparece um pregado de tamanho jeitoso e estava feita a pescaria para aquele final de tarde!

Matado o vicio, venham os estudos agora!
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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Porque há dias em que valem a pena....

Aproxima-se um novo dia!
Poderão pensar "fizeste grande pescaria meu malandro e nem ias contar ao pessoal" ao que eu respondo, nada disso. Eu explico.

Hoje, dia 11, é o meu aniversário. Mas nem por isso me sinto motivado ou entusiasmado, pelo contrário, sinto-me deprimido, vá-se lá saber porque...Adiante.

No meio dessa depressão toda, por volta das 00h30, eis que me ocorre, "e se eu fosse à pesca, assim numa de loucura?". Nem é tarde nem é cedo, peguei na cana e no resto do material e fiz-me à estrada que me levou até à praia de Afife.
O sol está a chegar....
Como a maré estava a encher, conseguia ter acesso a algumas rochas que com a maré no seu máximo não dá de maneira nenhuma para lá chegar. No entanto, tive que abandonar o local pois como disse, maré a encher e antes que eu me tornasse fã da pesca submarina lá fui eu de volta ao carro.

Não desisti, tamanho o entusiasmo por fazer algo diferente e ao mesmo tempo, com tanto gosto e tomei rumo até ao Cabedelo. Chegado lá encontravam-se dois senhores à pesca e coloquei-me ligeiramente mais para a direita para não perturbar. Ora eis que os senhores decidem ir embora e deixam-me 2 doses de isco inteiras. Realço o facto de apenas me ter munido de camarão congelado tornando o gesto ainda mais épico.
Quase a nascer...
De repente, fiquei eu sozinho, na solidão da noite com a lua, o mar e as estrelas...E como soube bem apreciar cada estrela cadente que calhava de ver...Ver a lua a reflectir numa água quase tão parada como uma piscina...O silencio mórbido ocasionalmente quebrado pelo barulho de um motor de barco que passava ao largo...

Assim se foi passando a noite, até começarem a raiar os primeiros raios de luz, bastante tímidos inicialmente mas depois em força. Assim que começou a ficar mais quente, chegou a hora de partir, até porque já não havia muito mais a fazer ali....
Nasceu o dia
Ah, peixes? Uma cavala jeitosa, um caboz(água com ele), um peixe-aranha(mais um...), um caranguejo(não conta como peixe) e uma estrela do mar amarela e enorme(também não é peixe).

Gone Old'ing
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domingo, 9 de agosto de 2009

Peixe-Aranha - Peste ou Selecção Natural?

Ontem ao final da tarde dei comigo em casa, sem nada para fazer, e então fiz aquilo que sabe bem fazer de vez em quando, passear a cana. Cana na mão, cesta ás costas lá me fiz eu ao paredão de Viana.

A maré estava a descer e sentia-se um bocado de vento, mas isso nem importa quando se quer fazer uns lançamentos simplesmente. Após alguns lançamentos, reparo que vinha algo preso na minha rapala. Um peixe-aranha. "Coitado, lá se enganou o coitado" pensei e devolvi-o à água.

Continuei os meus lançamentos, vi um peixe-agulha a perseguir a minha rapala e pensei "Bem, talvez consiga ter algo com que me entreter afinal". Nunca mais vi um peixe a perseguir...
Peixe-Aranha - este não teve grande sorte....
Mais uns metros à sempre, eis que apanho outro peixe-aranha. E isso pôs-me a pensar na quantidade exagerada com que este peixe tem aparecido! Desde ao fundo, bóia e agora até com rapalas, este peixe tem aparecido com demasiada frequência. O que levanta outra questão, porquê?

Surgem-me duas hipóteses, embora outras poderão fazer tanto ou mais sentido. A primeira tem a ver com a selecção natural, estes peixes embora odiados pelos pescadores (bota para cima deles, costuma ser o triste destino do coitado que se deixar enganar), têm se safado bem no seu ambiente. A ajudar a este facto, a sobre-pescagem dos predadores naturais faz com que se possam desenvolver em maiores quantidades.

A segunda hipótese prende-se no facto mais que falado, o ambiente. Está em mudança, cada vez mais e os animais sentem isso e fazem o que podem para se adaptar. Talvez uma dessas mudanças implique que estes peixes andem mais activos/ se reproduzam mais e com isso, pescarias onde nem se deita a mão ao peixe (aquela barbatana é bem chata...).

Gone Reflecting
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