sábado, 25 de agosto de 2012

Manutenção: Okuma Trio 40s


A manutenção do carreto é uma parte fundamental, pelo menos uma vez por ano, não vá o destino nos obrigar um dia a contar a história sobre "aquele que fugiu"...

Uns tempos atrás achei que estava na altura de dar uma manutenção ao meu carreto e procurei alguma informação sobre a manutenção do Okuma Trio 40s. Não encontrei grande coisa mas acabei por encontrar um guia muito bom mas para a versão anterior, o Okuma Trio 40. Achei o manual tão interessante e com imagens tão claras, que perguntei ao autor se poderia usar as fotos, traduzir partes e publicar, algo que não se recusou de modo nenhum!

Quem conhece os dois carretos sabe que são praticamente idênticos, mudando apenas algumas características técnicas (velocidade, peso, manivela...) e por isso este manual pode ser aplicado aos dois modelos.


1ª Parte - Desmontagem

A manutenção neste caso em concreto não vai incluir a bobine, embraiagem e a asa do carreto(rodízio), mas estas partes deverão também ter a sua devida atenção.

Antes de começar, deve-se primeiro ter o material necessário. Papel de cozinha absorvente, óleo para o carreto, massa e ferramentas.  As ferramentas necessárias são uma chave Philips (cruz) pequena, um alicate e uma chave Torx (estrela) pequena, tudo ferramentas fáceis de arranjar numa loja do chinês.



Começa-se então a desmontar o carreto, primeiro retira-se a tampa da embraiagem e a bobine do fino.



De seguida retira-se os washers, convém decorar e guardar estas peças na sequência certa num papel para depois montar na ordem certa.


Retirar o parafuso indicado.



Desapertar a porca do veio que se vê na imagem seguinte.



Retirar o rotor. 




Retirar a manivela. 



Retirar os 3 parafusos que seguram os rolamentos. 



Retirar a anilha e a placa metálica. 



Retirar com cuidado a mola, para não voar.




Retirar os 4 parafusos laterais, sendo 1 em cruz e os restantes 3 em estrela.




Retirar a engrenagem e o rolamento.





Aqui temos o pormenor de um furinho/ponto na transmissão que será de bastante utilidade depois na montagem, para alinhar as peças. 



Retirar a placa de oscilação.




Retirar o rolamento, a cremalheira e o veio central.







Retirar a engrenagem de transmissão.




Retirar o compartimento dos rolamentos. 




Retirar os rolamentos com cuidado porque o compartimento que segura os rolamentos pode sair e os rolamentos soltarem-se. 



Nesta altura devemos ter um cenário semelhante ao da imagem seguinte. Lembrem-se sempre de manter as peças alinhadas/arrumadas por ordem lógica de montagem, tornará a tarefa bem mais fácil e evita surpresas.



Aplicar algum óleo nos rolamentos, pode-se usar uma tampa de plástico para evitar desperdícios!



Tudo separado e pronto para ser limpo. 




A secagem, não convém ter excessos. 



Tudo junto novamente (esta parte é complicada e requer alguma paciência).



Agora com o compartimento.



Agora é a vez da engrenagem, retirar a peça de apoio da manivela, rolamento e anilha. 





Lubrificação dos rolamentos. 



E a secagem das peças.



Agora a cremalheira e respectivo rolamento.




Depois de lubrificado, secar e montar novamente. A engrenagem anterior também já deve estar montada.



Limpeza do corpo do carreto, note-se alguma ferrugem lá dentro. 




2ª Parte - Montagem

Começa-se com a engrenagem de transmissão.

Para alinhar as peças, usa-se como guia um ponto/furo (poderá estar pintado de vermelho ou não).




Coloca-se o veio e alinha-se com a alavanca da engrenagem.




Coloca-se novamente a placa de oscilação. 



Coloca-se agora a engrenagem do veio. 



Depois coloca-se o compartimento com os rolamentos e o rolamento.




Coloca-se a placa metálica e os 3 parafusos respectivos.



Coloca-se a mola no sitio. 




3ª Parte - Aplicação da massa 

Deve-se aplicar massa onde o ponteiro indica nas imagens seguintes.


Aplicar um pouco de óleo no rolamento, mas não muito! 



 Colocar a tampa do carreto e aparafusar os 4 parafusos no sitio correcto.



Colocar a anilha do veio. 



De seguida o rotor. 



Colocar a porca do veio no sitio.



Apertar o parafuso, a porta deve estar com a parte direita alinhada com o parafuso para ser possível apertar.



Colocar as anilhas no sitio. 



Colocar a bobine no sitio e está pronto para mais uma época! 



Notas finais: 
- Os óleos e massas lubrificantes não são todas iguais, assim como não são todas adequadas para carretos. Existem até óleos que são corrosivos a certas partes do carreto por serem abrasivas aos plásticos!
- Este procedimento deve ser feito num sitio plano e sem confusão. Uma criança por perto ou um cão energético podem colocar peças pequenas a voar para nunca mais serem vistas e o carreto fica inutilizado!
- Se não conseguem ou não têm grande jeito para este tipo de operações, não arrisquem! É preferivel deixar nas mãos de quem sabe o que faz e como se faz.
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domingo, 5 de agosto de 2012

O robalo nº1 ou nº2 ?

Antes de vos contar a mais recente pescaria, há uma pequena novidade que tenho que referir. Depois de muito me queixar e sofrer nos ombros por causa do peso e formato da mala antiga, tomei uma decisão. Tinha que arranjar uma mala com outro sistema de transporte senão de cada vez que fosse à pesca era um martírio em vez de me dar gozo. Em conversa com o João, ele indicou-me uma loja que tem a mala da Shimano a um preço porreiro e que quando fosse lá, podia me dar um toque caso eu quisesse.
Nem demorou muito a chegar o tal toque e na ultima semana já as minhas amostras tinham uma casa nova!
Mala Shimano para 18 amostras
Apesar de ser indicada para 18 amostras, neste momento leva qualquer coisa como 25 e ainda há algum espaço! Feito o primeiro test-drive, foi aprovada pelo corpo, dores de ombros foram inexistentes!


Voltando ao dia de hoje, foi mais um dia de pescaria com o João! Uma troca de mensagens e estava combinada a hora, 6h15 no sitio do costume. Material carregado, na viagem ia-se pondo a conversa em dia e num instante estamos a observar alguns pesqueiros para traçar a rota. Rota decidida, material pronto e os plásticos lá vão para a água! O mar apresentou-se com uma boa cor e bem mexido, tudo indicava que o peixe iria andar por ali. E não nos enganamos, o João foi o primeiro a tirar um robalito de 30cm, que foi devolvido, e prometia haver mais e melhores! Ainda houve tempo antes do sol começar a fugir para mais um toque bom para o João e um mini-robalo(18cms) a atirar-se à amostra dele. O tempo ia passando e a minha grade estava à vista...

Eu ia experimentando aqui e ali, com esta e aquela amostra, até que me lembrei "e se eu experimentar a minha Saltiga?..." Procurei na mala, a cor Laser Sardine pareceu-me adequada, clip fechado e lá vai ela! Os lançamentos ao inicio saíram um pouco enrolados mas depois apanhei-lhe o jeito e cada lançamento era uma bala a sair disparada! Estava eu entretido a perceber o trabalhar da amostra tanto nos lançamentos como dentro de água quando... Tuuumm tuumm tuumm cabeçadas no outro lado da linha! Eu tinha um peixe cravado e era jeitoso!
Chamei o João, o peixe ia cedendo e eu ia ganhando linha. Tudo estava bem, a grade deixava de ser uma realidade e passava a ser uma lembrança de outras pescarias... Quando eis que acontece. Faltavam cerca de 1metro entre a linha da água e a areia para o peixe ficar seguro. O peixe dá um abano, a linha estava sobre tensão por causa da escoa e apenas vejo a amostra a voar, o peixe atordoado na beira a água. Atiro-me ao chão de joelhos, na tentativa vaga de o apanhar mas era tarde... Ele fugiu.
Dois pontapés na areia e uns 5 palavrões serviram para recompor e seguindo as palavras do João "vá, volta a lançar já porque aí parado não apanhas nada", eu recomecei os lances. Lançamento atrás de lançamento, ferro outro num instante! Ainda com a imagem do anterior em mente, fui agora mais cuidadoso ao trazer o peixe para a areia. Falta pouco... JÁ ESTÁ! A grade está safa!

Mal lhe deito a mão, reparo em algo curioso, este robalo tinha um rasgo na pele como se tivesse sido rasgado por um anzol... A coincidência levantou logo a hipótese de ser o mesmo robalo que fugiu uns minutos antes! Fica a dúvida no ar....
O robalo #1 ou #2?
Apesar de já ter tamanho legal (uns 36cm ou 37cm), achei que este curioso peixe merecia melhor destino, então foi libertado para continuar a viver! Que tenha aprendido a lição mas que volte daqui a uns tempos e bem maior :)

Fiquem bem!
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sábado, 4 de agosto de 2012

Pesca em Viana - Blog Remodelado

Para quem aqui entra pela primeira vez, este post obviamente não fará muito sentido. Já para quem ocasionalmente espreita aqui verá que houve umas alterações estéticas no blog!
Estas mudanças já estavam pendentes à bastante tempo mas a vontade/disponibilidade nem sempre era muita, pelo que fui adiando e adiando e adiando... Até ontem à noite!

Ontem cheguei a casa, sentei-me e foram horas e horas a relembrar conceitos de HTML e CSS e edição de imagens. Ajusta aqui, ajusta ali e o produto final é o que eu vos apresento! Poderão dizer "mas até nem mudou muito...", acredito, mas às vezes basta uma pequena mudança para tornar a experiência mais agradável :)

Pensei inicialmente mudar o nome e endereço do blog, como já tinha referido anteriormente e até cheguei a discutir isso com algumas pessoas...Mas houve uma pequena conclusão antes de ir com isso avante.
O nome "Pesca em Viana" está associado a mim como sendo "o meu blog(...) o blog do C.Morais". Ao mudar o nome, deixaria de ser a mesma coisa e haveria uma identidade perdida, seria como agora o FCP passar a ser PFX(inventado: Porto Futebol Xtreme) ou algo do género... Assim sendo, eu estou para o Pesca em Viana, como ele está para mim!

Aproveito também a mudança e reparo, o tempo foi passando passou e o blog já lá vai com 3 anos!
3 anos do blog "Pesca em Viana"!
E apesar de não ser hoje um blog cheio de pescarias de sonho com dezenas de peixes, posso garantir que é um blog com pescarias fantásticas feitas sozinho e outras vezes acompanhado!

Um abraço a todos os que me têm acompanhado em pescarias virtuais ou reais e espero que continuem por perto, pois o vosso apoio e companhia é uma grande ajuda neste meu projecto!

PS: Caso vejam algo estranho/errado ou tenham alguma sugestão/critica, são muito bem vindas!
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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Aos achigãs por Tomar

Ontem foi dia de descanso e troquei a água salgada e rochas mariscadas por água doce e rochas fragmentadas. Foi dia de ir aos achigãs!

O desafio foi lançado no fórum do PcA sob o tópico "Domingo dia 29" com o desafio de ir às terras do Rio Nabão apanhar uns achigãs e aproveitar o bom tempo para conviver com alguns membros. Assim que soube a minha disponibilidade, prontamente aceitei e começou a organizar-se toda a logística de transporte com o Pavia.

O amanhecer demonstrou-se como sempre custoso, mas num instante os 2 pescadores se transformaram em 6 à beira da água e começam a voar amostras água dentro. O tempo vai passando, o dia fresco começou a aquecer e vai-se vendo alguma actividade fora de água, provavelmente algumas carpas energéticas inspiradas pelos Jogos Olimpicos a decorrer.
Em acção de pesca
Os peixes estavam activos, com muitos pequenotes atrevidos a perseguir e por vezes beliscar as amostras, o que não tardou a dar em "captura" (se é que se pode chamar isso).
5cm de Amostra vs 7cm de Peixe
Estava assim safa a grade, a partir daí só faltava mesmo aumentar a parada! Mais uns lançamentos com a mesma amostra e novamente um atrevidote atirou-se em fúria à amostra.
O achigã gigante!
Este era "tão grande" que foi preciso usar o grip, não fosse ele fugir!
Gigantesco!
Entre uns e outros, as grades entre nós iam desaparecendo e como o sol já apertava e o calor intenso fazia-se sentir, o pessoal começou a reunir-se para preparar a "bucha" matinal. Eu continuei mais um pouco a explorar as margens mas sem grande sucesso acabei por me juntar a eles passado cerca de 1h.

Entre conversas e minis e comidinha boa, o tempo ia passando, as trocas de experiências iam surgindo e amostras iam-se analisando. Curiosamente, na investida matinal reparei num ou outro momento que havia alguns lagostins bem vermelhos nas margens, o que me deu a ideia de experimentar da parte da tarde um vinil com aspecto semelhante. Montagem Texas feita (obrigado Simões pelo vinil, anzol e chumbo), cana pronta, vamos lá voltar à pesca que sentados eles não saem!

Não demorou muito para a experiência traduzir-se em sucesso e num lançamento mais longo e a trabalhar o vinil com toques arritmados tenho um ataque e logo começou a cana a tremelicar com um peixe a sério!
Achigã com vinil
Houve inclusive tempo para fazer um video com o catch & release, onde eu tive alguma dificuldade em libertar o peixe mas este com um salto para a água se libertou sozinho. Imagine-se agora um valente achigã aos saltos e soltar-se... Ai a azia...

Este foi o meu primeiro achigã com vinil mas não estranhei, uma vez que em vez de ter a escola dos achigãs aplicada aos robalos, segui o percurso inverso. Admito que sentir os fundos e sua constituição e morfologia é bem mais complicado em mar do que água doce. Em água parada, sentia cada rocha, zona de areia ou ervas nitidamente, já no mar a coisa complica...

Achigã libertado, após uma brincadeira com 1 video e novamente à pesca. Mais uns metros à frente observei um par de lagostins de água doce nas suas tocas e ora pois que me fui meter com eles! Com o vinil em forma de lagostim ainda montado, recriei um momento digno de BBC Vida Selvagem cujo titulo seria "Lagostim - A defesa da toca" :)
Simulei ataques agressivos com o vinil e obtive resposta do real, foram pinças a voar tal e qual um espadachim vermelho mas o falso espadachim também dava cartas e acabou mesmo por expulsar o vermelho da sua toca!
A lagosta!
Quando saiu finalmente da toca, o tamanho era considerável e umas cores fantásticas, com tons vermelhos bem marcantes e um azul escuro excelente. Via-se bem que aquele animal era um residente com muitas Primaveras...

A pescaria retomou e até ao final ainda tive mais um momento interessante, com uma bela e grande carpa espelhada abeirada num recanto com menos de 50cms de profundidade que me permitia ver claramente as suas escamas grandes e a cauda bem laranja! Ainda tentei a minha sorte com o lagostim de vinil mas não era para mim aquela grande oportunidade.

Reencontro com os restantes membros, agora reduzidos a 4 pois o trabalho é mandatário, terminei o encontro com um refrescante mergulho (e que bem me soube!). Mais uns bons momentos de galhofa e picadelas, Arrumado tudo, lixo bem guardado em sacos, hora de nos fazermos à estrada que ainda havia uns kms por fazer e o cansaço apertava...

Um domingo em grande, espero poder repetir muitas vezes e sempre com capturas interessantes e momentos excelentes!

Fiquem bem!
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sábado, 28 de julho de 2012

Meio enguiço está quebrado!

Acabo de chegar de mais uma pescaria com o novo parceiro de spinning (João, o vizinho) e desta vez tivemos uma companhia extra, mais um membro (Helder) do PcA que por si só é uma daquelas peças raras! Mas lá vontade ele tem e com ajuda e umas dicas, chega lá mais cedo ou mais tarde!

Apresentações feitas na presença de um belo final de dia e de semana, decidimos qual o rumo a tomar e num ápice as amostras começavam a voar para a água. Eu tratei de nos primeiros lançamentos prender a amostra numa rocha e levar um valente banho de uma onda, mas a amostra regressou ao dono!

Amostra vai e amostra vem, chegamos ao sitio onde na última jornada tinha safo a grade com um atrevido robalote. Como em equipa vencedora não se mexe, lá recoloquei a zagaia com o civelix branco a trabalhar as zonas mais afastadas... Faço lançamentos para longe, vou puxando ora com toques de ponteira ora linear, sempre a sentir o fundo (e pedras) quando de repente.... Puuummm, a cana começa a dar sinal de vida, a tremelicar nervosamente! Eu aviso o Helder que tenho peixe e começo a trabalhar com ele, mas não deu grande luta e quando a onda tratou de o empurrar para mim, quase nem ofereceu grande resistência e apercebi-me do porque mal lhe deito a mão.


Grande parte da guelra tinha sido arrancada com o anzol e havia sangue por todo o lado...

Retorna-se aos lançamentos. O dia ia dando espaço à noite, o pôr do sol presenteava-me com um belo Sol vermelho bem longe... Troca-se de amostra, agora está na hora de trabalhar outras com o cair da noite.
A noite chegou, a lua estava tímida a brilhar no céu e o mar permitia trabalhar bem as amostras. Estou eu a contemplar tudo o que me rodeia, com calma, quando.... Pummm Puuum Puuumm, levo umas valentes pancadas na cana e aviso logo que tenho peixe e este é maior! Trabalho o peixe, a Magister Lure a trabalhar bem o peixe, o Okuma a recuperar o fio que lhe pertence e num minuto ou dois o peixe estava recollhido. Sucesso!
O maior da jornada
O meu primeiro peixe numa sessão nocturna e com uma amostra rígida, algo que ainda não tenho bem acente no meu registo. A escolha das amostras está a revelar-se produtiva e acertada, talvez seja sorte, talvez seja fruto da informação que tanto procuro e recolho...
A jornada continuou agora em sentido inverso mas o mar estava mais agitado do que na zona anterior, pelo que ao fim de uns lançamentos optamos por dar por terminada a jornada. Depois de uma árdua caminhada, nada como dar umas gargalhadas com conversa non-sense, ficando assim marcado o companheirismo de hoje.

Ficha Técnica
Cana: Hiro Magister Lure 3.00m 20-60g
Carreto: Okuma Trio 40s
Linha: Multi Sufix 832 0,18mm
Estralho: Fluorcarbono Duel Powercarbon 0,37mm
Amostra(s): Zagaia com civelix branco, Westlab Macua M22 17cm
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