terça-feira, 11 de junho de 2013

Foi-se a Malapata, vieram os recordes!

Vou-vos contar 2 jornadas seguidas que vão ficar para sempre na minha memória, pela intensidade e casualidade com que foram vividas!

Dia 1 - O enguiço foi levantado a ferros...


O desafio para uma pescaria salgada no nosso spot habitual apareceu a pedido especial do João. As saudades que ele e eu tínhamos do mar fizeram-me acordar às 4h45 mesmo sem sabermos como estaria o local ou o mar.

Preparados para tudo, chegamos ao local observamos um pouco o mar, escolhemos as armas do dia e lá vamos nós arriba abaixo. Os lançamentos iam saindo uns atrás dos outros mas peixe nem vê-lo, apesar do mar ter um bom aspecto robaleiro.
Depois do João perder uma amostra presa numa rocha submersa e eu um vinil em situação semelhante, a paciência e ausência de peixe aliada ao nevoeiro húmido que se ia sentido fez com que acabássemos a pescaria por volta das 9h.
Fomos tentar lançar as "amostras" para outro lado e apanhamos 2 belos travesseiros de Sintra e 2 cafés revigorantes :)

Sabendo de antemão que a pescaria não passaria das 10h, combinei no dia anterior uma investida às corvinas com o meu primo. Ora com o material já pronto e arrumado no carro foi chegar do mar, trocar de carro e seguir para as corvinas!

Eram 9h45 mais ou menos quando me encontro com ele e fomos logo lançar uns vinis ao Tejo para ver o que nos reservava o destino.


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sábado, 1 de junho de 2013

Uma manhã de "Ocos"!

Combinei com o meu primo uma pescaria de manhã, para continuar a tentar a nossa sorte às corvinas no Tejo e quem sabe finalmente obter o meu desejado e ansiado troféu.
Hora e local definido, estávamos rapidamente prontos para mandar vinil lá para dentro. Lançamentos atrás de lançamentos, começa a subir o sol e com ele o calor, peixe nem ver...
Conversa puxa conversa, os restantes pescadores a tentar a sua sorte e nada para ninguém... Até que eu sinto um toque e cravo! Sinto algumas pancadas, mas não era uma puxada de uma vez só mas sim toques nervosos.... Pois, deduzi logo que seria mais um amigo roncador - xarroco! Água com ele que é para ver se fica mais bonito :)
Eu livrava a grade com um xarroco jeitoso, de volta aos lançamentos e passado um bocado, outro toque e..... Lá está, xarroco novamente! Este era mais pequeno que o anterior mas lá deu para entreter.

Entretanto acontece algo que viria a ser o melhor do dia (dentro dos possíveis, não deu para mais), sinto uma nova prisão e uns puxões. Já um pouco farto dos xarrocos, começo a puxar um bocado de força para despachar a coisa. Ora quando chega à tona da água, vejo que me enganei e afinal era um valente choco!
Tentei mantê-lo á tona da água enquanto iam buscar o camaroeiro e eis que quando lhe tocam com a rede, ele solta-se e vai à vidinha dele :(

Reparei entretanto que o raio do choco me tinha triturado e bem o vinil num dos lados... Ainda por cima!!

Meio aborrecido, continuamos a lançar até que o meu primo diz que tem algo preso. Como foi mais ou menos na mesma zona onde tive o choco, preparei-me logo com o camaroeiro para o caso de ser o mesmo...Que se veio a confirmar, era o mesmo choco (aparentemente) mas desta vez teve azar :)

Também ele teve azar no vinil e levou uns valentes cortes na lateral!
O estado dos vinis

Lançamento atrás de lançamento, a maré já começava a ganhar corrente e eis que o meu primo me diz "Olha, vou deixar cair aqui o vinil e vais ver"... Pooooois, o gajo enganou um xarroco XL que teria cerca de 1kg eheh

O resultado de capturas estava 2-2, sem grades fica toda a gente contente e contentes fomos embora com um bom choco para degustar ou iscar ;)
A minha "metade" do choco :)
As meninas corvinas continuam a não querer nada comigo.... Mas eu sei que é uma questão de tempo, este ano vai ser o meu ano de estreia, vão ver!!! :)
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domingo, 19 de maio de 2013

Shimano Twin Power 4000 - Discos de Carbono

Depois de adquirir o Twin Power 4000, fiquei com a impressão que tinha chegado a hora de experimentar pela primeira vez o uso de discos de carbono no drag.

Dito e feito, chegaram do ebay os substitutos dos actuais discos em feltro, vamos lá substituir os antigos e ver que tal isto se comporta! Com a mesma encomenda, para aproveitar os portes de envio, pedi para me enviarem também 1oz de Cal's Universal Drag Grease, para experimentar.
À primeira vista, estes discos de carbono são ligeiramente mais pequenos (largura) que os de feltro, mas a um nível praticamente insignificante como se pode ver nas imagens abaixo.
Feltro vs Carbono - Diâmetro
Em termos de espessura dos discos, não me parece haver grande diferença, se é que há diferença... A imagem seguinte mostra os 2 lado a lado e aparentemente, iguais!
Carbono vs Feltro - Espessura
Passando agora à substituição dos discos, este processo não é complicado uma vez que praticamente se faz sem mexer em parafusos e sem grandes malabarismos bricoleiros ;)
Antes da operação de substituição
Para iniciar o processo, primeiro é necessário retirar a tampa do drag. Debaixo, encontramos um arame que segura os discos. Este arame deve ser retirado com um alicate de pontas ou um alicate pequeno o suficiente para pegar no fio arame sem ter que o forçar, ele sai com jeito e não com força!
O arame que segura os discos
Depois de retirado o arame, as peças ficam acessiveis para serem retiradas com um simples virar de pernas para o ar da bobine.
Já sem o arame, os discos saem facilmente
Com as peças já fora da bobine, deve-se colocar de forma ordeira a disposição inicial das mesmas, para evitar problemas na montagem. Organização é meio caminho andado para o sucesso da remontagem!
Discos de feltro e discos metálicos do drag
Inicia-se então o processo de substituição. Como referi anteriormente, para aproveitar os portes juntei à encomenda 1oz de Cal's Grease, para experimentar e tentar perceber o porquê de ser tão usado e famoso.
Cal's Universal Drag Grease
Retirei um pouquinho de massa lubrificante, espalhei nos dedos para não aplicar uma grande quantidade mas sim uma pequenissima camada de massa. Aparentemente, esta massa parece-me ser um pouco mais espessa e áspera que as convencionais massas consistentes/lubrificantes.
Espalhando um pouco de massa...
Deve-se espalhar de forma uniforme e sem exagero a massa, caso contrário o drag deixará de criar atrito na bobine e passará a deslizar, mesmo com apertos mais fortes!
Disco lubrificado!
Depois de lubrificados os discos, um a um, recoloca-se pela ordem inversa as peças do drag. À excepção dos discos originais, óbvio
Remontagem do drag
Reaplicado o arame que retém o drag, colocada a tampa da bobine, a bobine de volta ao carreto e está pronto o drag!
Aproveitei também para substituir o fio antigo para um novo, o Sufix 832 de 20LB americano. A diferença está no facto de na América não se basearem na espessura do fio mas sim na resistência do fio, já por cá na Europa usa-se o sistema inverso, primeiro a espessura, depois a resistência (enganosa, por vezes).
 Resta-me agora levar uns valentes e bons arranques para ver o que este menino é capaz!
Pronto para o combate!
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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Uma aventura Cefalópode

Acabei por ceder à tentação de fazer uma pescaria dedicada exclusivamente aos amigos das tintas (leia-se chocos) e combinei com um colega uma pesca depois do trabalho, destino: Setúbal.
Horas combinadas, batemos alguns km's de auto-estrada e num instantinho estávamos no local do crime. A inexperiência de ambos levou-nos a escolher um local um pouco "à sorte", apenas nos guiando pelas manchas de tinta no chão, indicando onde poderiam sair chocos com mais frequência.
A montagem estava feita, faço o primeiro lançamento. Sem saber ler nem escrever, sinto uma prisão e pequenos puxões na cana e digo logo "Olha, já tenho um!"
E tinha mesmo!!! Logo no primeiro lançamento que faço dedicado ao choco, apanho o meu primeiro caga-tinta! Como já sabíamos o que a casa gasta, tratamos de nos afastar dele quando entrou em contacto com a pedra e lá veio o esguicho de tinta (ninguém foi atingido eheh)
O meu primeiro Cephalopoda Sepiida
Mais lançamentos seguiram-se e eis que perdi o palhaço que me deu o meu primeiro choco e por azar não tinha mais nenhum semelhante em termos de cor...Novo palhaço e mais lançamentos para o fundo mas apenas retirei uns estranhos seres do fundo, que vim a saber mais tarde serem umas "Cenouras-do-mar". Este bicho/coisa contém um liquido estranho que quando pressionado brilha como um starlight, com pequenos raios nervosos, um espectáculo bizarro!
Veretillum Cynomorium
Já era tarde e a fome apertou, tivemos que fazer uma pausa para repor forças com proteína e um fino (imperial para os do sul) e rapidamente estávamos de volta ao ataque!
O retorno revelou-se menos fortuito, a corrente começava a fazer das suas e atrapalhava o trabalhar e sentir do fundo, inclusive fazia com que se apanhasse mais e mais lixo.
Ora no meio deste lixo todo, aconteceu algo que nunca pensei que fosse acontecer... Num dos lançamentos sinto algo preso e pesado mas sem fazer força, levando-me a pensar que lá vinha mais uma carrada de lixo do fundo. Mas não podia estar mais enganado! Eram 2 palhaços presos ao meu palhaço! Um dos palhaços até tinha um bicho todo contente qualquer agarrado a ele!!
Um bando de palhaços!
Consegui recuperar o do fundo mas o do meio estava demasiado arrebentado para ser reutilizável...Já era tarde, no dia seguinte havia trabalho e decidimos dar por terminada esta primeira investida, com coisas estranhas a acontecerem :D
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domingo, 21 de abril de 2013

Um fim de semana alternativo

Este fim de semana foi uma mistura de estilo e modalidades de pesca começando com pesca com vinil, pesca ao Fundo, pesca à Pluma, Light Rock Fishing e para finalizar Eging!

Impossível? Talvez não...

Sexta-Feira 19-Abril

Tudo começou com o desafio de algum pessoal do PES para ir às corvinas na margem norte. Verifiquei que estava planeado ser numa altura em que tinha disponibilidade e uma vez que este ano ainda não fiz nenhuma tentativa, lá fui eu ter com a malta.

Comecei a tentar a minha sorte antes da viragem com vinis, mas não foi desta que me estreei às corvinas. Depois de começar a correr novamente, optei por mudar para uma pesca ao fundo, sempre libertava mais o corpo e estava a pescar na mesma.

Aqui aconteceu um filme que à muito não via... Um arranque DAQUELES, que deixam até quem não é dono da cana na expectativa e em êxtase! Mas desta vez não durou muito, soltou-se quase de imediato para desilusão geral.
Mais tarde tocou-me a mim tirar um "lindo e belo" xarroco com cerca de 1kg.

Waaaaaazzzzaaaaaaa :D
A conversa puxa conversa, vai-se discutindo técnicas, iscos, amostras, locais... Conversa de pescador, digo eu! Eram 04h30 e no dia seguinte (sábado) o destino era Setúbal, por isso a pesca ficaria por ali com a sensação que poderá haver repetição e quem sabe noutros moldes (spinning?).

Estavam assim feitas 2 "modalidades"!

Sábado 20-Abril


O destino era Setúbal, onde enquadrado nos "Jogos do Sado", esteve a decorrer a "3ª Feira de Pesca Lúdica e Desportiva de Setúbal" incluindo no programa vários workshops entre os quais o  "Pesca à Pluma".

O dia estava previsto começar por volta das 08h da manhã, mas isto de no dia anterior ficar até altas horas à pesca complica a relação de divórcio com a cama e desta vez foi ela que ganhou.
Eram 10h quando acordo com uma chamada e vi logo a situação: "Já adormeci, F#&@-*E!!"
Vestir algo, comer à pressa e em 30mins pus-me em Setúbal, vantagem de ter a ponte pertinho de casa!
Chegado ao local, dar com o sitio do workshop foi fácil, o mesmo não se pode dizer do estacionamento...
Como quem costuma chegar atrasado, aproximei-me da mesa de trabalho em modo "low profile" e assim começou o workshop da minha mais recente vertente da pesca.
Falava-se e transmitia-se na altura conhecimentos mais teóricos, onde se falava de linhas e os seus pesos codificados com números, os liders cónicos cada um com os seus "X's", etc...

Todos bons alunos, atentos :)
Seguiram-se as demonstrações e treinos de lançamentos com a pluma, algo que já estava um pouco familiarizado com, mas sabia (e sei) que ainda tenho coisas a melhorar, tanto a nível de postura como de comportamento. Lançamento atrás de lançamento, chega a hora do almoço!

Como se tinha lançado o repto no PCA de aparecerem por Setúbal, alguns membros andaram por lá a passear e espreitar pela manhã. Já na hora de almoço, foi momento de nos juntarmos e desfrutar-mos uns belos chocos fritos, especialidade da zona, que seria a primeira vez que iria provar. E não desgostei :)
"À sombraaa de uma amoreeeeeiiiirraaaa"
Já recompostos os estômagos, para mim havia a segunda parte do workshop onde era hora de se aplicar algo mais aos lançamentos como por exemplo um double haul. Lançamento atrás de lançamento, correcção aqui e ali, chegou a hora de passarmos à montagem de plumas.

Aqui tratou-se de um mundo que ainda não aderi, mas não duvido que seja apenas uma questão de tempo, já que imaginação e vontade não falta!
As montagens de plumas tais como uma pluma virada para as carpas, um streamer e uma pluma com gummy skin fizeram as honras da casa, onde o processo de elaboração foi bem explicado e qualquer dúvida esclarecida prontamente.

Terminado o Workshop, dei um toque a um colega para saber se já tinham ido todos embora e soube que estavam por perto a tentar um bocado de light rock fishing e estavam a ver alguns curiosos robalos por perto. Curioso como sou, fui ter com eles e também tentei a minha sorte mas sem sucesso para os 3 intervenientes. As horas vão-se passando, quando já era noite escura e numa tentativa de safar a grade colocam-se uns palhaços na ponta da linha para tentar enganar uns chocos. Demorou, mas finalmente apanhamos 1 choquinho que para espanto dos locais, devolvemos à água.

Já era tarde e hora de regressar, a tralha arrumada e terminava assim um dia cheio de experiências piscatórias variadas.

Curiosamente durante o dia todo, e apesar de ter levado a máquina, não me apeteceu tirar fotos tal era a atenção que queria ter durante tudo o que se passava, acabei por abdicar das fotos....
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