Depois dos primeiros arranques do ano tirados quase a ferros, passado uns tempos surgiu uma outra oportunidade mas muito tímida e discreta. Nesta altura do ano, todas as oportunidades devem ser aproveitadas e esta não foi diferente.
Por ter sido muito em cima da hora, acabei por ir sozinho ver se eles andavam lá. Não é problema, pois por vezes também precisamos de um tempo a sós com o mar...
A noite estava fria, foi preciso agasalhar-me bem para conseguir aguentar. Que saudades das noites de aragem quente e abafada!
Chegado ao local de ataque, começo por pescar para um dos lados que costuma ser mais restrito por causa do mar. Mas não estava a mexer bem como gosto... Ao fim de uns lançamentos, opto por mudar de lado.
Terão passado apenas alguns 5 ou 10mins quando levo uma boa pancada na cana e sinto o fio a sair do carreto! Afinal anda aí qualquer coisa!!!
Trabalho o peixe ao largo para o cansar, vou recuperando linha e quando chega a hora de o recolher surge uma pequena complicação... Não tinha ondulação nem nível de água para o fazer passar as pedras!
Bem..... Temos que nos desenrascar e neste caso, a solução foi virar o peixe para outro lado e recolher na areia. Puxo para a zona da areia, abro um pouco o drag para não forçar e como estava um pouco alto, lá vai salto para a areia!
Apresso-me para recolher a linha folgada pelo salto, aperto um pouco o drag e com a ondulação cobro o peixe. E fico boquiaberto....
Era um peixe gordo como tudo!!! O primeiro pensamento foi "pronto, temos aqui uma fêmea" mas pelo sim, pelo não optei por verificar. Com a mão deslizei pela barriga abaixo e só sentia "cascas", certamente de caranguejo (99% de certeza pilado). Incrível, o peixe era mesmo obeso!!!
Insisto no mesmo local e não tive mais nenhum ataque, com a habitual rodagem de amostras. Hora de voltar ao sitio inicial!
Vou agora deixar algumas das abordagens que fiz enquanto estive neste mesmo local:
- A maré tinha alguma água e um pouco de corrente quando cheguei no inicio da pesca. Pescava com amostras que chegassem longe para tentar apanhar a zona fora da corrente, mas vinham "a correr". Sem sucesso.
- Quando lá regressei, já estava mais calmo mas ainda alguma com corrente. Tendo em conta a altura da maré, uma amostra afundante de 17 não iria ser produtivo, iria bater na areia. Optei por uma de 14 afundante, só o suficiente para aguentar a corrente. Sem sucesso.
- A maré começa a virar acalmando a corrente. Ao mesmo tempo, surge a lua iluminando o mar. Coloco uma amostra flutuante que não afunde muito e com reflexos...
Ao fim de meia duzia de lançamentos tenho um ataque já nesta ultima abordagem, mas acabou por não ficar ferrado libertando-se após uma pequena corrida...
Isto apenas para dizer que não há amostras milagreiras, não há amostras que "inventam" peixe só porque estão na mala e dizem os outros que sim. O que há são ferramentas adequadas para cada situação e temos é que tentar tirar o máximo de proveito dessas mesmas ferramentas, na situação adequada!
Se vai correr sempre bem e é linear? Obviamente que não ou não fosse assim a pesca, incerteza e apaixonante! Mas cabe a nós, pescadores, tentar ter a sobriedade e clareza suficiente para perceber o que temos pela frente e como vamos abordar...!
Depois do ataque insisti mais um pouco, mas a pesca estava feita, já tinha um bom peixe que quando fui pesar revelou-se uma boa surpresa. Depois de tantas capturas a andar lá perto eis que chego "ao número que me faltava" a nível de capturas. Algumas de 2kg, poucos de 4kg, bastantes de 1kg... Mas nenhum de 3kg e neste caso veio certinho, mais concretamente - 3,005kg!
Vamos lá ver como corre a próxima investida....!
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Por ter sido muito em cima da hora, acabei por ir sozinho ver se eles andavam lá. Não é problema, pois por vezes também precisamos de um tempo a sós com o mar...
A noite estava fria, foi preciso agasalhar-me bem para conseguir aguentar. Que saudades das noites de aragem quente e abafada!
Chegado ao local de ataque, começo por pescar para um dos lados que costuma ser mais restrito por causa do mar. Mas não estava a mexer bem como gosto... Ao fim de uns lançamentos, opto por mudar de lado.
Terão passado apenas alguns 5 ou 10mins quando levo uma boa pancada na cana e sinto o fio a sair do carreto! Afinal anda aí qualquer coisa!!!
Trabalho o peixe ao largo para o cansar, vou recuperando linha e quando chega a hora de o recolher surge uma pequena complicação... Não tinha ondulação nem nível de água para o fazer passar as pedras!
Bem..... Temos que nos desenrascar e neste caso, a solução foi virar o peixe para outro lado e recolher na areia. Puxo para a zona da areia, abro um pouco o drag para não forçar e como estava um pouco alto, lá vai salto para a areia!
Apresso-me para recolher a linha folgada pelo salto, aperto um pouco o drag e com a ondulação cobro o peixe. E fico boquiaberto....
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| Um bom peixe...! |
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| Grande barriga!!!! |
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| Não podia faltar a selfie! |
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| Momento Picasso |
Vou agora deixar algumas das abordagens que fiz enquanto estive neste mesmo local:
- A maré tinha alguma água e um pouco de corrente quando cheguei no inicio da pesca. Pescava com amostras que chegassem longe para tentar apanhar a zona fora da corrente, mas vinham "a correr". Sem sucesso.
- Quando lá regressei, já estava mais calmo mas ainda alguma com corrente. Tendo em conta a altura da maré, uma amostra afundante de 17 não iria ser produtivo, iria bater na areia. Optei por uma de 14 afundante, só o suficiente para aguentar a corrente. Sem sucesso.
- A maré começa a virar acalmando a corrente. Ao mesmo tempo, surge a lua iluminando o mar. Coloco uma amostra flutuante que não afunde muito e com reflexos...
Ao fim de meia duzia de lançamentos tenho um ataque já nesta ultima abordagem, mas acabou por não ficar ferrado libertando-se após uma pequena corrida...
Isto apenas para dizer que não há amostras milagreiras, não há amostras que "inventam" peixe só porque estão na mala e dizem os outros que sim. O que há são ferramentas adequadas para cada situação e temos é que tentar tirar o máximo de proveito dessas mesmas ferramentas, na situação adequada!
Se vai correr sempre bem e é linear? Obviamente que não ou não fosse assim a pesca, incerteza e apaixonante! Mas cabe a nós, pescadores, tentar ter a sobriedade e clareza suficiente para perceber o que temos pela frente e como vamos abordar...!
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| O gorducho! |
Vamos lá ver como corre a próxima investida....!
Por ter sido muito em cima da hora, acabei por ir sozinho ver se eles andavam lá. Não é problema, pois por vezes também precisamos de um tempo a sós com o mar...



Numa dessas espreitadelas o mar estava com um toque um bocado.... Peculiar e complicado. Mar cruzado, um período de onda um pouco irregular e correntes fortes não tornavam a visita agradável.







Tudo começa da forma mais estranha e surreal de sempre, com uma 













É também a altura em que os pesqueiros que normalmente frequentamos deixam de ser opção, precisamente devido a todas as condicionantes climatéricas e marítimas.








Errado! Ainda há momentos que nos deixam de mãos na cabeça a pensar "como raio isto aconteceu?!"








