sexta-feira, 11 de outubro de 2013

O Velho e a Missanga

Inspirado pelo titulo do livro "O velho e o mar", vou-vos contar uma pequena história que se passou recentemente.

Com uma pequena abertura nas condições ideais para ir a pesca, tratei de falar com o meu primo e o João para fazermos uma investida de spinning nocturna. Por causa do trabalho o João acabou por não nos acompanhar nessa jornada, ficando eu e o meu primo por conta própria.

Fomos espreitar um sitio que nos tem dado algumas alegrias e as condições já estavam alteradas, é incrível como num espaço de dias umas marés mais fortes podem mudar completamente o perfil de um pesqueiro!
A ideia foi fazer a ponta inicial da enchente, pelo que quando chegamos já estava quase a chegar à viragem. Fomos andando praia fora e vimos muitos pescadores a tentar a sua sorte ao fundo, algumas das zonas tinham bom aspecto...

Chegados a um cantinho, faço o primeiro lançamento...Faço o segundo e estou eu a comentar alguma coisa com o meu primo quando tenho um ataque e rapidamente coloco o peixe a seco, mais uma missanga para safar a grade :)
A missanga da noite :)
A maré foi subindo e tivemos que ir recuando até ter mesmo que abandonar o sitio inicial, até porque desta vez não levei fato mas sim os vadeadores (estava preguiçoso!).
Voltamos a contornar os pescadores de fundo e experimentamos outro canto que mexia bem mas a maré já fazia das suas e um susto podia acontecer a qualquer momento, pelo que estivemos pouco tempo nesse sitio.

Novo rumo, encontramos uma abertura entre rochas que poderia ter alguma surpresa reservada. E como eu acertei! Ao fim de 3 lançamentos sinto algo preso, mas era um peso morto. De repente, começa a mexer e a dar puxões, mas não eram puxões normais! Poderia ser um polvo ou algo semelhante, até que começo a ver uma linha... "Olha, queres ver que apanhei um aparelho ilegal?!" e continuo a puxar. De repente, está no ar a minha amostra e....Uma chumbada.

Meus amigos, eu estava a pescar sem exagero a mais de 50m de distancia entre 2 pescadores de fundo. Havia rochas de um lado e rochas do outro dentro do mar à minha frente. E apanho uma linha?!

Tentei não fazer caso, fui água dentro para soltar a linha e vejo o senhor na areia atrás de mim a murmurar algo, mas não percebia o que por causa do barulho do mar. Pego na chumbada e pergunto-lhe muito calmamente "Isto é seu?" e ele faz-me uma cara de sei lá o que e diz encolhendo os ombros "Claro...!"

Entrego a chumbada, ele corta a linha, murmura mais algo e depois sai-se com a brilhante frase "Lancem em frente pah!", vira costas e segue caminho.

Para terem uma noçao, tentei arranjar uma imagem que pudesse demonstrar como estavam as pedras e as linhas na altura da "colisão" e depois podem tirar as conclusões que quiserem... ;)

Imagem apenas representativa
A linha verde era a minha e eu estava a lançar para uma zona de pedras semelhante a essa. A vermelha representa a linha do outro pescador, a pescar à esquerda das pedras e cuja linha eu apanhei em linha recta entre as pedras... Por isso já sabem, lancem "em frente" paaahhh :P

Abraço!
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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Adeus Verão...Olá Outono!

Recentemente as condições tornaram-se as ideais para voltar ao spot que tem dado resultados ultimamente. Havia um senão, não teria companhia para esta investida...Entre deixar escapar esta oportunidade ou ir sozinho, optei pela segunda apesar de não me agradar nada pescar sozinho, simplesmente não é a mesma coisa!

Material pronto, faço-me à estrada e quando cheguei ao local não demorou muito até confirmar que as previsões estavam certas, seria certamente uma boa noite de pesca. Com uma noite quente e ausência de vento voltei a levar apenas 1 fato, tshirt e corta-vento, mas não demorou muito para estar a pescar apenas de tshirt e fato! Incrível, está quase a terminar Setembro e estava um calor à noite que mais parece Julho ou Agosto...Este clima está doido!!!

Era uma maré grande, de lua e a maré baixa iria ser de pouca água, pelo que apenas fiz alguns lançamentos para ver se andava lá peixe e fui rodando e experimentando algumas amostras, sempre sem grande fé ou esperança.
Entre os lançamentos ia verificando as horas e quando estava no fim da descida e a iniciar-se a subida, comecei a empenhar-me um pouco mais, a partir dali iria ter apenas umas 2h no máximo para tentar a minha sorte e sair da pedra sem ser a remos!

Durante os lançamentos iniciais apercebi-me de uma zona onde a corrente puxava para fora em vez de arrastar para a costa e insisti na zona por ter alguma profundidade comparando com a restante área à minha volta. Faço alguns lançamentos com uma Lucky Craft 130MR precisamente para essa zona e quando estou eu descontraído a desfrutar a noite.... Levo uma pancada na cana! Tinha um cravado e começo o meu monologo "E cá está eleeee.....!!!!!!!!..........Fugiu." Aaaaaahhhhhh, o cabrão soltou-se! Parecia ser um peixe jeitoso e depois de ferrado deu 3 cabeçadas e foi à vidinha dele!

Voltei a insistir na mesma zona mas não tive mais nenhum toque. Entretanto as coisas estavam mais compostas com a subida da maré e já permitia lançar noutras direcções. Hora de mudar de amostra!
"Hum....Lua cheia...Vai esta escurinha com brilhos, pode ser que resulte!". Escolhi uma amostra que em condições semelhantes e no mesmo local já me deixou feliz, a Macua MC07.

Lançamento atrás de lançamento, o mais normal nesta coisa de Spinning, até que num desses lançamentos volto a sentir uma pancada seca e a cana a dar sinal de si!! Desta vez não escapas, pensei eu e dei um puxão mais forte para cravar as fateixas, não estivessem elas mal presas...!

Trabalho bem o peixe, ainda fugiu um pouco para a zona de corrente mas estava controlado, consigo o trazer até a tona e só faltava o cobrar. Mas o local onde estava era alto em relação à água, pelo que tive que usar o plano B. Usar as ondas e um pedaço de areia! Arrastei-o com as ondas para a zona de areia, encalhei-o e só tive que saltar para a areia e deitar-lhe a mão antes que viessem ondas.

Quando o coloquei em terreno seguro, estava feliz e bem feliz! Tinha conseguido capturar um robalote jeitoso e ao aplicar as previsões do tempo ao local em questão, saí-me bem!
Previsões certas = Sucesso!
Continuei a lançar na esperança de encontrar mais um ou mesmo o que me fugiu inicialmente mas não tinha destinado mais nenhum para essa noite. Tive que abandonar o local por causa da maré estar a subir agora em bom ritmo e antes que fosse forçado a fazer uma pesca ilhada, dei por terminado e fiquei apenas com uma pesca "peninsulada" :)

Quando cheguei a casa é que reparei, esta foi a ultima pescaria do Verão de 2013...
Que venha o Outono com seus tons castanhos e belos robalos!
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domingo, 22 de setembro de 2013

Os 10 lançamentos

Depois de umas férias em grande do João e eu sem maneira de ir à pesca, estavamos os dois com a pica toda para fazer uma pescaria a sério o mais rápido possível.
A primeira investida coincidiu com uma valente tempestade no mar onde no meio da escuridão só se viam raios a cair e como não temos grande jeito para servir de pára-raios, adiamos a pescaria para outra data.

Na segunda investida as coisas já foram feitas de forma diferente. Começamos por inspeccionar no dia anterior alguns sítios que costumamos frequentar. Da inspecção tiramos as conclusões necessárias e o local escolhido de forma fácil. Estava lançado o desafio, iríamos ter pescaria no dia seguinte!

As condições revelaram-se as previstas, com o mar pequeno e a trabalhar bem assim como o vento a dar apenas sinais de vida com umas brisas ocasionais, as ideais para o local escolhido!
Estava uma noite de verão autentica com uma ligeira brisa fresca típica do mar mas um imenso calor abafado quando a brisa parava. Facilitamos de tal forma que apenas levamos o mínimo para manter a temperatura do corpo agradável, no meu caso a parte de baixo do fato, uma tshirt e corta-vento!

Canas montadas, amostras na bolsa, fatos vestidos e lá vamos nós ver o que a noite nos reserva...
Logos nos primeiros lançamentos deu-nos a sensação de sentir algo, mas poderia ser algum estralho ilegal ou areia/rocha mais elevada no caminho. Certo é que não voltou a acontecer...

O tempo ia passando, a hora mágica da viragem da maré estava a aproximar-se e a dança das amostras começava, onde se experimenta esta amostra, depois aquela, e porque não a outra que é interessante para aquelas situações... Quem pratica spinning sabe a rotação que as amostras podem ter quando se "adivinha" peixe e não se arranja forma de os estimular a atacar!

Numa das mudanças, digo eu ao João "Perdi a cabeça, vou lançar para ali a Saltiga". Ora, quem me conhece sabe bem que as melhores amostras não saem da bolsa sempre, apenas quando tenho confiança e conhecimento do pesqueiro, para saber se é seguro ou não usar sem o risco de a perder. Meia duzia de lançamentos e sinto uma pancada seca e uns puxões! "Tenho um! Mas parece-me ser pequeno..." digo ao João, que tratou de recolher a linha dele para me facilitar a recolha.
A surpresa veio quando chegou à nossa beira e fomos recolher... Uma valente lula interessou-se pela Saltiga Laser Sardine e veio para fora, dando-me mais uma espécie nova capturada!
Nhaam nhaam calamares!


Tiradas as fotos da praxe, voltamos à carga pois quem sabe se não estariam mais na zona à caça. Tal não veio a revelar-se e voltei à dança das amostras. Numa das trocas, vejo a luz do João a apontar para mim e um movimento. Era um belo robalo que ele tinha apanhado mesmo à beira e prontamente o recolheu sem grande alarido!
Um robalo ninja
O tempo ia passando novamente, o peixe já tinha dado sinal e a moral estava em alta, mesmo sem haver mais capturas. Mas como que é bom tem que acabar e já que o dia seguinte era dia de trabalho, decidimos terminar ao fim de 10 lançamentos cada um.

Lançamento 1.... Lançamento 2....Lançamento 3.... Lanç.....Acabo de fazer o 4º lançamento e o João quase a recolher o 3º dele quando ferra mais um robalo quase aos pés e mesmo ao meu lado!
Recolhido o peixe, voltamos ao inicio da contagem para o encerramento.
Novamente, lançamento 1...Lançamento 2...Lançamento 3....Lançamento 4 e..... Mais um! Com a mesma amostra, mesma zona, aconteceu a mesma situação de ataque e como resultado foi mais um para a contagem.
O resultado final
Voltamos ao 0 dos lançamentos e desta vez prolongou-se mais a contagem e mesmo no nº10 tive um toque que não ficou ferrado, terminando com um valente "f*****-se, tive toque e fugiu!" a pescaria onde eu fiz uma captura sem escamas e o João me deu uma coça :)
Haja alegria :D
Mesmo depois da coça, a boa disposição reinou e ficou na mesma o pedido de rematch com direito a desforra, mas desta vez vou levar escamas para casa eheh ;)

Canas: Hiro Magister Lure 3m - Daiwa Infeet 2,82m
Carretos: Shimano Twinpower 4000 - Daiwa Luvias 3012H
Fio: Sufix 832: 0,23mm - 0,20mm
Baixo:  Duel Powercarbon 0,37mm - Gorilla UC40 0,45mm
Amostras: Daiwa Saltiga 17 Laser Sardine
Macua A41 165
Maria Chase 115 SW MIOH
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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

As várias versões dos carretos Shimano

É frequente ver em blogs e fóruns questões como por exemplo "Qual a diferença entre um Shimano Symetre FJ e um Symetre FL" ou então "Qual é melhor entre um Twinpower  5000XG e um Twinpower 5000HG", muitas vezes sem saber ao certo o que será um "FJ" ou um "XG", assim como outras codificações usadas nos carretos Shimano.
Eu próprio fiquei curioso sobre as várias versões dos carretos e fiz algumas pesquisas nesse sentido, apresentando agora uma compilação dessas pesquisas (podendo até existirem dados incorrectos), esperando que sejam úteis e ajudem a decifrar com maior facilidade as várias versões existentes no mercado.


A evolução dos modelos

Começando por algo simples, falemos das diferentes versões e suas evoluções. Muitos certamente já encontraram à venda um carreto versão FA ou FB com um preço por vezes abaixo de uma versão FC(p.ex). Isto não costuma acontecer por acaso, uma vez que as versões FA costumam representar a primeira versão do carreto, sendo a FB a segunda versão e assim sucessivamente até onde quiserem produzir versões do modelo (algumas actualmente encontram-se na versão FJ).

Isto normalmente costuma traduzir-se em mudanças, quer estéticas quer mecânicas, por vezes até piores que a versão original (para baixar o custo de produção ou usando tecnologias recentes e ineficientes, p.ex.).
Há vários pescadores que por arriscarem numa versão mais recente, pensando ter um melhor carreto acabam por se arrepender da compra ao fim de algumas pescas...

Temos aqui um pequeno exemplo de evolução entre as versões do modelo Exage, começando na FA e acabando na FD. Pode-se observar logo à partida as mudanças estéticas, assim como a forma da bobine.
Shimano Exage FA
Shimano Exage FB
Shimano Exage FC
Shimano Exage FD

As diferentes embraiagens

Para além das versões Fx, existem também os carretos Rx que seguem de igual forma a ordenação alfabética das várias versões (RA, RB, RC....).
Estes modelos têm esta designação devido precisamente à posição da embraiagem (drag) em relação ao corpo do carreto. Reparem que normalmente usam-se para o spinning carretos da versão Fx mas não é menos comum em água doce usar carretos Rx. A diferença? O drag dos Fx está localizado no topo do carreto, enquanto nos carretos Rx o drag encontra-se no fundo do carreto. Não irei entrar muito em detalhe sobre as diferenças entre os drag's, não sendo esse o objectivo deste post mas sim referir o porquê R e porquê F.

Podemos comparar o mesmo modelo Spirex com ambos modelos, FG e RG, sendo notória a posição da embraiagem entre eles.
Shimano Spirex FG 
Shimano Spirex RG
Temos um outro exemplo do Symetre Fj, bastante conhecido entre os pescadores e um talvez menos conhecido, o Symetre RJ cuja diferença reside precisamente na posição da embraiagem.
Shimano Symetre RJ
Shimano Symetre FJ

Versões para água salgada

Para quem pesca em água salgada é comum ouvir falar num "tal de Stella SW" ou outros modelos "SW" e ocasionalmente uma tal de "SW-A". Muitos poderão deduzir logo o que quererá significar o SW, mas então o A?

Uma coisa de cada vez, o SW significa Saltwater representando uma versão adaptada para a água salgada. A inclusão de peças como  anéis vedantes, materiais menos oxidantes nas engrenagens, melhores formas de impedir a entrada de água assim como a ausência de uma alavanca para activar o reverse é no que por norma diferem estas versões das "normais". Existe actualmente alguma polémica a propósito de carretos definidos como SW que ao fim de algumas utilizações apresentam sintomas nada próprios e agradáveis como alguns pontos de corrosão ou desgaste exagerado dos componentes.

Mas afinal em que ficamos? É SW de Saltwater mas então e o SW-A?... Será uma versão? Penso que se pode dizer que sim, trata-se de uma versão Australiana, de exportação. Para o mercado japonês é comum saírem várias e diferentes versões, com diversas especificações associadas. Já para os mercados externos, costumam reduzir as opções onde por vezes até se tratam das mesmas versões mas têm nomes diferentes. Trata-se de um tema complexo e acho que não será necessário aprofundar mais, para já!

Podemos comparar uma versão SW e SW-A de um Twinpower, onde se verifica que a versão SW tem mais especificações que a versão SW-A, sendo no entanto igual nalguns pontos(tamanho 8000, p.ex.). Curioso, no mínimo!
Shimano Twinpower SW
Especificações Shimano Twinpower SW
Shimano Twinpower SW-A
Especificações Shimano Twinpower SW-A

As diferentes engrenagens

Depois de entrar nas versões de água salgada, surgem outras 3 versões distintas e com fins diferentes, assim como a mecânica que cada carreto contém.
Falo das versões XG, PG e HG que se encontram em modelos como o Biomaster e Twinpower. Também é comum surgirem dúvidas e questões relativamente às diferenças entre este ou aquele modelo e o porquê de aquele ter aquelas características e não outras.
Cada modelo tem os seus pontos fortes e fracos, variando entre velocidade recuperação e força de engrenagens. Passemos então ao que significa cada um e quais as características de cada um:

PG = Power Gear  - Idêntico a um carro ou bicicleta, para subir uma inclinação, é necessário colocar numa mudança baixa(leia-se engrenagem pequena), para ter mais torque. No entanto a velocidade é baixa, apesar da força. Este modelo usa-se quando é preferencial ter força em vez de velocidade.

HG = High Gear - Terá menos torque mas uma velocidade maior de recuperação. Será talvez o modelo mais equilibrado em termos de força/rapidez dos 3.

XG = Extra High Gear - Semelhante ao modelo HG mas com uma velocidade ainda maior, sendo usado preferencialmente onde a velocidade é imperativa e colocando de lado a força.

Podemos observar no quadro seguinte (Biomaster) as diferenças em termos de velocidade entre os 3 modelos, começando com ratio de 4.8 para o PG, subindo para 5.7 no HG e 6.2 no XG.
Quadro com características de versões Shimano Biomaster XG,PG e HG
Veremos também que esteticamente não costumam diferenciar muito entre eles, podendo as versões mais fortes ter uma manivela de ataque em vez de uma normal.
Shimano Twinpower SW5000PG
Shimano Twinpower SW5000HG
Shimano Twinpower SW5000XG
Observação:
Ainda de volta à versão SW e relacionando com estes 3 modelos, gostaria de transcrever uma análise do conhecido Alan Hawk,deixando-vos a opinião dele sobre as versões SW diferentes no mercado, que acabam por ser as mesmas mas com um XG/PG/HG por dentro.

"(...)Anyhow, in Japan they offer 13 domestic reels in different combinations of sizes and gear ratios. The list is too complicated to explain in whole, so check Shimano's Japanese site for the entire line up and feel free to ask me any specific questions Those Japanese models are named SWxxxxxPG/HG/XG. Where PG is Power Gear (low ratio for jigging), HG is High Gear (high ratio for popping), and XG is Extreme Gear or Extra High Gear (even faster ratio). For the US, they offer only 6 of those models. They are named xxxxxSW with no gear designation expect for a single model called 8000SW PG which is a slower ratio version of the regular 8000SW. For the US, the 5000 reels are the smallest of the series, 8000 and 10000 reels have similar bodies with different spool capacities, and the biggest are 18000 (high ratio) and 20000 (low ratio). (..)"

Versões por Ano de lançamento

Nos carretos de topo de gama, normalmente não se encontram versões mas sim anos de lançamento. Temos o exemplo mais flagrante do conhecido Stella cujas versões distintas foram lançadas em 2007, 2010 e mais recentemente 2013.
À semelhança dos parentes "inferiores" as mudanças entre versões podem ser de qualidade superior e outras vezes até inferiores. Não entrando muito em detalhes, fica apenas a referencia para este tipo de "versionamento" dos carretos e um exemplo de melhoramento de engrenagens de 2007 para 2010.
Engrenagem Shimano Stella 2007 - Shimano Stella 2010

Outras Codificações

Para além das versões e códigos até aqui referidos, há algumas que merecem uma pequena referencia. Temos o caso dos carretos "S", "C" e "DH". No caso dos carretos S, significa que são carretos com "Shallow Spool" (bobine baixa).
Shimano Biomaster 2500S
Os Shimanos do tipo C são do tipo "Compact size body" que não é mais que uma maneira de dizer que é um carreto pequeno com uma bobine do tamanho acima.
Os do tipo DH são carretos Dual Handle que representam manivela dupla, com duas pegas.
Conseguem imaginar tudo isto num só carreto? Pois bem, apresento-vos um Stella C3000SDH. E esta, hein?
Shimano Stella C3000SDH
Isto é um stella 2500 com bobine baixa de um 3000 e com manivela dupla. Estranha combinação que certamente terá o seu cantinho no mercado.

Para além destas designações referentes às características do corpo e apetrechos, há também as versões conforme o principal componente do corpo. Refiro-me às versões Mg e às mais recentes CI4.

Os Mg's tratam-se de carretos cuja principal composição é o Magnésio, sendo de um material mais leve mas de fácil oxidação.
Shimano Stradic 2500MgFA
As versões CI4 definem que o corpo tem como principal componente o Carbono, sendo a definição "Carbon Interfusion with the 4 referring to the number of electrons in the carbon atom". Leve e resistente à torção, tem sido a aposta por parte da Shimano para os corpos dos carretos mais recentes.
Shimano Stradic CI4 vs Shimano Stradic FJ

Curiosidade:

Durante as pesquisas, ocasionalmente esbarrava-me com uma pequena variedade de carretos com o nome "Soare BB" e tive curiosidade em saber o que isto significaria. Demorou um pouco e mesmo sem ter fontes 100% certas, verifico que BB significa "Blood Brother" sendo esta variedade uma espécie de versão "low cost" do carreto original com modificações personalizadas.
Soare BB30 2500HGS
Termino assim esta compilação de informação recolhida em algumas pesquisas, algumas de conhecimento geral e outras mais rebuscadas, tentando sempre manter-me à parte dos aspectos técnicos e específicos, focando-me apenas numa forma de apresentar estas nomenclaturas de forma clara.

Espero que seja do agrado de todos e qualquer erro encontrado ou apontamento achem necessário fazer, é só indicar que resolve-se prontamente :)
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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Novo molde vinil caseiro - Black Minnow

Aproveitando a gentileza de um amigo pescador, que me emprestou um Black Minnow, não me fiz rogado e logo tentei arranjar maneira de ter um molde para esse grande sucesso do mundo da pesca.
Apresento-vos para já o que saiu do novo molde caseiro do Black Minnow :)








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