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domingo, 23 de junho de 2019

De volta aos robalos!

Olá a todos!

Terminada a aventura na costa alentejana e antes de ir de férias para os Açores, voltaram as investidas pelos cantinhos cada vez mais habituais. Ainda cheios de mistérios e manhas, por vezes bem interpretados, outras nem por isso...!

Falemos de pesca!

Ultimamente tenho feito algumas pescarias com o Ricardo Martinho, um amigo que conheci através do PCA e parceiro da Team  Fiiish, mas curiosamente poucas pescas tínhamos feito em conjunto, principalmente desde que vim cá para cima.
Mas resolvemos isso facilmente!

Combinamos uma pescaria ao final do dia, quase em cima do joelho e a correr. Eu, por causa do trabalho, iria chegar um pouco mais tarde e já quase sem luz. O Ricardo foi mais cedo um bocado mas não deu com eles.

Esperamos que a maré baixasse um pouco num spot, antes de irmos para outro mais promissor. Enquanto esperávamos, acabei por enganar o primeiro da noite. Um robaleco deixou-se enganar pela minha amostra lowcost.
Disse-lhe que desta vez passava, mas da próxima vez é bom que volte maior e mais gordo!
Robalo com Macua 17
Quando chegou a hora ideal, mudamos para o tal spot que tínhamos em mente. Lançamento atrás de lançamento e peixe nada...
O tempo ia passando, vamos falando disto e daquilo, da "amostra que vai dar agora" e do "vinil milagroso que vai safar a noite", quando o Ricardo leva uma valente pancada, mesmo encostado à pedra onde estávamos - e que bela luta ali se deu!

O peixe a bater e puxar para um lado, o Ricardo a fincar o pé e mandar o peixe para o outro! Sempre em tensão máxima, o peixe acaba por ficar encostado à pedra, eu desço para lhe deitar a mão e... Wooooowww, valente robalo!!
Ricardo e um valente robalo!
"Vamos lá, vamos lá! Tem que haver mais aí!" dizia o Ricardo enquanto eu tratava de registar o momento :)

Bem... Não se enganou e passados 20mins, engana outro! E este por pouco não saltava directamente para fora, tão perto que atacou! Mais pequeno que o anterior, acabou por ficar a descansar numa poça até decidirmos o que fazer com ele.
Perguntei ao Ricardo como tinha sido a animação, o momento do toque e tudo o resto que possa influenciar e acabei por trocar para um vinil mais adequado e semelhante ao dele.
Foram precisos 10mins para ser a minha vez de tirar outro peixe e equilibrar as contas!
Pequeno de tamanho, mas grande de espírito, voltou para a água como manda o bom senso e consciência ;)
Robalote atrevido, atirou-se a um BM 140
A maré já começava a querer mandar-nos embora, mas estávamos com o feeling. Aguentamos, aguentamos mais um pouco, faz-se mais uns lances... E quando já pensávamos se íamos ou não embora, o Ricardo leva mais uma valente pancada na cana que ate fiquei parvo, que brutalidade!
Mais um valente robalo para ele mas com um dissabor.

Quando fui pegar no robalo, não se apercebeu da curvatura que a ponteira estava a fazer. Bastou eu dar um passo para a frente e ele dar 2 seguidos, a ponteira não aguentou o ângulo e tensão...

Pois... Já podem adivinhar, partiu-se a ponteira, mesmo abaixo do primeiro passador.
Robalo, vinil, ponteira... tudo ao molhe!

Mais um bom robalo para o Ricardo!
Bem, quando se está em alta não se pára e ele não parou :) Siga pescar que isto hoje está a corre bem!

Acabamos por não tirar mais nenhum peixe, mas ficou ali uma boa lição. Percebi já quando estávamos a ir embora o porquê de ele ter tirado e sentido mais peixe... ;)

Não irei revelar a conclusão pois é um pouco irrelevante, apenas deixo a ideia no ar para que questionem sempre o porquê das coisas, há sempre uma razão para as coisas acontecerem!
O resultado da noite!

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No entanto, também já tivemos dias (noites?) que acabaram por ser para esquecer.

Em condições semelhantes, no mesmo local, houve de tudo um pouco durante umas 5h de pesca!

Começa a noite com o Ricardo a tirar (mais uma vez) um robalo praticamente encostado às pedras.
Robalo e Black Minnow - Ricardo Martinho
Uma hora depois, mais um para ele e que voltou para o mar.

E daí para a frente foi a desgraça.
Eu não senti um único peixe. Ele, volta e meia, levava cada pancada na cana que até metia medo...Mas não ficavam ferrados!!

Vi esta situação acontecer umas 3 ou 4 vezes durante a noite toda. Esperamos que amanhecesse, para aproveitar as primeiras luzes do dia.

Eu tinha levado passeantes, mas ficaram caídos no carro. O Ricardo empresta-me uma Patchinko 140. A maré já impunha algum respeito e obrigava a pescar muito recuado pois volta e meia a pedra era varrida pelas ondas.
Começo a lançar em várias direcções, até que lanço para a zona onde o Ricardo teve os ataques...

Faço uma recolha certinha e com o passeante a trabalhar a bom toque, faço uma única paragem já encostado à pedra para a onda passar e acontece.

UMA VALENTE CABEÇADA! O passeante desaparece completamente, a cana dobra-se toda, o carreto bem estava trancado mas deixa sair alguma linha!


Puff.....
E foi-se.


Cortou o multi na pedra mesmo em frente onde eu estava e fiquei sem peixe e amostra.

Poucas horas de sono. Sem toques a noite toda. Quando amanhece e finalmente tenho um ataque, isto acontece... Podem bem imaginar, que fiquei pior que podre! Já nem queria saber de nada, estava completamente de rastos, desiludido, frustrado.
Tudo o que possam imaginar.

Foi a primeira vez que tal me aconteceu, perder um peixe e amostra.
Há sempre uma primeira vez para tudo....

O Ricardo, que assistiu a tudo incrédulo, rapidamente me passou outro passeante. Como ainda nem tinha o nó feito, disse para ser ele a usar.

Faz ele uns 3 lances e... Tira um robaleco que media pouco mais que a amostra!
Quem será maior, passeante ou robalote?!
Ainda estava eu a fazer o nó, de costas para o mar mas bem afastado e resguardado, quando uma onda bem mais puxada que o habitual até então, me bate pelas pernas e lá vou eu de cu à água!

Olho para trás, a rir-me (porque realmente só dá mesmo para rir disto tudo) e vejo o Ricardo atrapalhado a vir ter comigo a ver se está tudo bem. Até que eu vejo que vem outra onda igual e só tenho tempo de lhe dizer "VEM AÍ OUTRA! SEGURA-TE!!"

E lá vou eu outra vez de cu para a poça de água, o Ricardo vai também aos tombos... Passa a água toda, só nos riamos porque estava a ser surreal!

Mudamos de spot e lá consegui finalmente fazer o nó de ligação.
Vou eu para uma zona com passeante, o Ricardo fica noutro a pescar com vinil e nem 5mins lá estive. Já estava ele a fazer-me sinal que tinha peixe. O que era?

Um bonito bodião!
Bonito bodião com Black Minnow
Que noite... Acabamos por dar por terminada a jornada e ficamos por ali, porque já nem sabíamos que mais iria acontecer!

Agora resta-me começar a tratar do próximo post, onde poderei mostrar uns peixinhos mais dentuços que estes aqui :)

Um bom S. João para todos!
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Balanço de 2018 e Primeiro Arranque de 2019

Olá a todos!

2018 já lá vai e 2019 até começou com o pé direito, mas, antes de avançar, vamos a um pequeno balanço.

Foi um ano de mudanças - radicais, pode-se dizer - e isso foi notório nas minhas investidas, tanto em quantidade como qualidade. Todo um mundo por descobrir e tão pouco tempo, resultaram em grades atrás de grades e algum desgaste material (estas rochas são muito esfomeadas...!).

No entanto, nem tudo foi mau como pareço estar a dizer... Ora vamos lá rever como foi 2018!

Fiz umas pescas épicas às trutas com o Nuno e o Joel, em recantos que jamais esquecerei (e conto em breve lá voltar!!).
Sempre a aprender e a ouvir as dicas que me iam dando, lá fui tirando uma ou outra trutinha para alegrar o início do ano :)



Com o passar do tempo, fui alargando um pouco as investidas e os tipos de pesca. Tentei algumas vezes apanhar uns sargos (que, felizmente, consegui), os lúcios-perca continuam a ser um quebra-cabeças para mim (mas lá consegui tirar 2) e achigã é melhor nem falar, porque lembro-me daquele cabeçudo que perseguiu mas não atacou....
Apesar de ainda não ter passado muito tempo, é e foi bom matar as saudades dos amigos de longa data que, apesar da distância, continuam a ser uns verdadeiros estarolas :)

Ainda assim, e como tem sido habitual, o meu foco é o spinning de mar, os robalos. Esse sim foi e ainda é o grande puzzle que me atormenta constantemente sempre que pondero fazer uma investida. Mil e uma perguntas saltam na minha cabeça: "Para onde?", "Com que amostras?", "Que cores utilizo?", "Com maré cheia ou vazia?", "O local aguentará ou não?", etc etc....

Quase meio ano depois de chegar ao novo "pouso", lá consegui enganar um robalo. E depois lá veio mais outro... Até que chega a altura ideal para pescar com passeantes e consigo ter mais umas capturas jeitosas para dar alguma confiança e ânimo!


E para terminar o ano em grande, o regresso à "ilha das vacas" foi mais uma boa experiência a reter e relembrar, com umas capturas engraçadas onde finalmente consegui a tão procurada anchova que, por fim, caiu na tentação da minha amostra :)



No geral e olhando para trás, poderia dizer que foi um ano fraco e pouco produtivo. Mas tenho que ser realista e ponderar bem alguns factos: é muito complicado mudar mentalidades e velhos hábitos que tantos e bons resultados me deram no passado, é complicado adaptar-me a uma realidade completamente diferente.
Mas se dizer que foi um ano fraco é ser injusto, dizer que foi um bom ano é não ser realista. Então digo que foi um ano de boa aprendizagem, com alguns encontros felizes, e cabe a mim saber aplicar toda essa aprendizagem no novo ano! :)

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Dizia eu, no início deste post, que 2018 já lá vai e 2019 começou com o pé direito.... Ou melhor dizendo, com a amostra certa!

Ultimamente, têm-se visto bastantes capturas aqui e ali, algumas dignas de respeito, outras nem por isso, mas nem vale a pena falar muito do assunto...adiante.
Olhando para as previsões, encontrei um dia com boas condições e maré a boa hora. Sem tarefas e compromissos para me impedir, fiz-me à vida e peguei no material de spinning, pensando "Lá vou eu gradar, mas agora em modo 2019".

Estava frio, mas nada que não se resolva com uma boa camada de roupa adequada e um buff!
Vou até ao primeiro spot e deparo-me com um mar um pouco puxado, acima do previsto e com o período a complicar a situação.
Não devo ter feito mais do que uns 20 lançamentos.

Vou saltitando de spot em spot, até encontrar uma escoa nas pedras que estava com bom aspecto. Fui ficando pela zona, rodando amostras e experimentando várias abordagens - recuperação lenta, rápida, com rattling, sem rattling, etc...

Olho para a bolsa e vejo uma amostra que me recordou a primeira captura que tive. Coloco-a no clip, lanço e dou comigo a pensar "era engraçado esta aqui dar-me um peixe, tal como a outra".

Pois bem... A amostra estava quase encostada à escoa quando levo uma pancada e sinto peixe ferrado! Algumas cabeçadas e sinto um peso moribundo, ora puxava, ora deixava-se vir...!

Não me parecia grande pela energia com que lutava, mas algo se passava. Quando o peixe está mais perto, vejo a verdadeira razão da "estranha luta" - estava ferrado pelo lombo :)

Não arrisquei levantar o peixe, optei por encaminhar para uma zona mais calma e acessível, fui com o grip para o segurar e..... Já está!!!!
Primeiro Robalo do ano

A selfie do costume :)
O primeiro de 2019 já está! Não foi grade! Eheh :)

Robalo Gordinho....!
Continuei à procura, insisti e insisti, mas, como de costume, era cardume de um... Menos mal, já fui para casa bem contente!
Vamos lá ver como corre daqui para a frente... ;)
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sábado, 1 de setembro de 2018

Rasgos na superfície!

Ah, o Verão.... Bom tempo, sol imenso, um calor que não se aguenta. Podia ser a descrição perfeita para este Verão, só que não é!
O tempo tem estado instável, ora chove, ora faz calor. Se estamos mesmo num clima tropical... Só faltam os peixes tropicais! :)

Falando de pesca, tem havido algumas investidas, mas sem grande sucesso. Algas e mais algas, redes e cordas dos covos... E tudo aliado à falta de conhecimento dos locais onde pousar os pés para fazer uns lances!

Mas nem tudo são coisas negativas, senão nem faria os relatos que se seguem! :)

A primeira investida foi feita na companhia de um amigo de já longa data. Chegámos ainda de noite, para poder dar os bons dias aos nossos amigos robalos.
Estavam tímidos, foi preciso virem os primeiros raios de luz para acordarem. Levei uma boa pancada e ficou logo ferrado!
Não era um peixe muito grande, mas era lutador. Fui o felizardo que tirou o primeiro do dia :)
O primeiro do dia!

Cara de sono....!
Peixe libertado e siga a pesca que eles andam aí...!

Estava visto que não ia ficar por ali, pois passados uns 15mins e já noutra zona (por causa da descida da maré) cruzei-me com outro bom robalo!
Ferrado mais longe e com mais água, bateu-se bem mas acabou por não assustar :)
O segundo robalo do dia...!

Assim já está melhor!
Apenas veio para a foto e voltou logo para a água, ainda não era o que eu procurava...

O tempo foi passando, apenas eu tinha sentido e tirado peixe. De cada vez que passava perto de uma laminária e a cana dobrava, o meu amigo quase que se atirava à água em desespero, pensando que eu já tinha outro ferrado :)

Estava com o tempo contado por ser dia de trabalho, mas ainda tinha alguns minutos antes de terminar a investida. Achei que estava na hora de pôr um passeante a trabalhar.

Primeiro lance, passo ao largo de uma rocha submersa e mal a amostra fica por cima do fundão na frente dessa mesma rocha, um splash à superfície! Robalo ferrado!!!
Foi uma luta curta e seca, não havia grande margem para trabalhar o peixe e tinha que ser cirurgico, tal como mandam as regras!

Já tinha apanhado uma baila, mas não vivenciei o ataque. Já tinha tido um ataque, mas não ficou bem ferrado. Agora, finalmente, tive o pacote completo!
Robalo ao passeante!

Robalo e Passeante
Este sim, já tinha bom tamanho e acabou por ficar retido. Estava mais que contente, valeu bem a pena acordar cedo!

Depois desta captura, ainda fiz mais uns 10 lançamentos mas estava feita a minha pesca, era hora de regressar. O meu amigo ainda continuou mais uns minutos e contou-me depois que acabou por safar a grade com um pequenote também com passeante, foi pena eu não ter estado nesse momento...

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Algum tempo passou com (para não variar) grades e frustrações pelo meio, quando me deparei com previsões interessantes para fazer o amanhecer.
O plano de ataque consistiu em fazer uns lances ainda sem luz e, mal surgissem os primeiros raios de luz, apostar fortemente no passeante.

A primeira abordagem não deu frutos (neste caso peixe), foram várias a amostras a ir para a água sem qualquer ataque.
Mas quando começou a amanhecer...

Ao segundo ou terceiro lance, vejo uma bolha esbranquiçada por baixo do passeante, mas não ferrou.
Um ataque....

Lanço para a mesma zona e foi quase fotocópia, mas, desta vez, ficou bem ferrado! Mais um bom robalo capturado com passeante, está a correr bem! :)
Mais um robalo com passeante!

Ar de mau... :)
Daí para a frente, foi um desespero.
Novo lance, mais um ataque, falhado.

Passados alguns minutos, outro ataque, novamente falhado.
Lanço mais para o lado, vejo um peixe agulha a sair disparado da água. Não percebi se tinha sido intencional (ataque) ou se se assustou (ataque de pânico), mas achei graça ao pequeno marlin :)

O tempo ia passando e os ataques falhados sucediam-se! Houve um que chegou a estar quase(!!) ferrado mas apenas senti bater levemente e foi à vida dele....

Tive 6 ataques ao passeante, apenas 1 ficou bem ferrado!! O peixe andava lá, o pescador é que não teve unhas para os tirar todos....

Acabei a pescaria com uma captura e novamente a correr para o trabalho. O resto do dia passou rápido, mas sempre com a cabeça no que tinha acontecido de manhã. Tinha que lá voltar...!

Assim foi e, no dia seguinte, precisamente à hora dos ataques do dia anterior, lá foi o teimoso. Mas voltou a confirmar-se a velha máxima de pescador:  "não há dois dias de pesca iguais".

Dito e feito, nem um ataque ou toque tive.


Fiquei com o vício no corpo, a pesca à superfície é uma droga potente e perigosa...
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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Passeio Matinal

O mês de Agosto é sinónimo de férias, descanso, praia! Mas quando toca a escolher o destino costuma ser uma pequena dor de cabeça...

Já não rumava há algum tempo em direcção à Costa Alentejana e isso ajudou na escolha do local para passar uma (muito) curta semana de férias.

Os motivos são variados, mas fáceis de entender: as praias são calmas e agradáveis com uma água cristalina e bem longe dos "focos" habituais (nunca percebi a panca de ir para o Algarve no Verão...) , mas acima de tudo com uma paisagem belíssima.
Pôr-do-sol em Porto Covo
A contar fazer 1 ou 2 passeios matinais a saltitar pelas pedras, levei uma pequena porção do material de spinning. Cana, carreto, bolsa pequena com 1 pouco de tudo (vinis, amostras de 12 a 17 e passeantes) e meio fato de mergulho, o suficiente para passar umas belas horas a pescar antes do sol nascer.

Como o tempo esteve um pouco "avariado" aproveitei um passeio para apreciar algumas zonas.

Bela praia algures pela Costa Vicentina ;)
Em conversa com o João que estava de passagem pela zona, acabei por escolher o rumo da próxima investida mas essa mesma investida acabou por ter um sabor agridoce.

Levantei cedinho ainda com a remela no olho e vesti-me rápido para me fazer à estrada. Isto é tudo muito bonito e tal, mas levantar cedinho custa!! Só que quem o faz em dias de trabalho, também o faz nas férias....!
Chegado ao local, equipei-me com o material mínimo e como não levei o corta-vento comigo, acabei por deixar a máquina fotográfica para trás.

ERRO!!

Ao primeiro lançamento e ainda a dormir, tive logo um ataque que acabou por desferrar, ouvindo-se então as primeiras palavras impróprias em voz alta do dia :)
Continuei a insistir no local mas sem sucesso, hora de mudar de local...

Mudo de local e o Sol começava a dar o seu ar de graça, achei que estava na altura de colocar um passeante. Patchinko 140, foste a escolhida!

Ao fim de alguns lançamentos tenho um ataque (não vi) e estava ferrado! Bastantes toques nervosos e rápidos, quando recolhi o peixe confirmei as minhas suspeitas!
Desgradei a manhã com uma baila jeitosa, estava ali o meu primeiro peixe (decente) à superfície...!

"E agora? Máquina fotográfica para registar o momento? Não trouxe......" - e seguiu-se mais uns impropérios direccionados à minha pessoa por não levar a máquina.

Libertei o peixe, apesar de ter boa medida. Achei que merecia uma nova oportunidade :)

Não senti mais nada de seguida, o sol ia subindo pelas costas e com os primeiros raios de luz, via-se ao longe nas ondas peixe. Bastantes.... Tainhas? Robalos? Bailas?
Não conseguia chegar lá...
Quem anda nestas lides sabe o quanto frustrante conseguem ser estes momentos...!

Voltei em direcção ao sitio inicial e também a caminho do carro, fazendo alguns lançamentos aqui e ali, até que ferro mais um robalote com uma Maxrap Long Range, também ele devolvido sem foto...
Pesca terminada, passeio matinal concluído e que bem me soube!
Agora com o telemóvel já consegui tirar algumas fotos, mas o "mal" já estava feito.
Há algo "mágico" que nos faz acordar cedo e deitar tarde, vezes sem conta só para viver estes momentos.

Ainda não descobri o quê.

Não me importo de ir tentando descobrir.
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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Eis o resumo!

(Antes de mais, quero pedir desculpa a quem segue o blog por não ter dado noticias mas tenho estado a trabalhar as minhas pescas aqui por estas bandas, o que me leva a não ter coisas interessantes para contar!)

Após algum tempo de ausência, eis um rescaldo das pescarias feitas até agora pela zona "Sul". Desde que vim para Lisboa, um dos objectivos/sonho é apanhar uma Corvina e/ou Robalo XXL. Para isso meus amigos, é necessário Investigar, Investir e Insistir (Regra dos 3 i's!!).

Inicialmente, comecei por investir em pescarias à Corvina, por ser novidade e desafiante, mas também por ser excitante e estimulante a sensação de um peixe com mais de 10kg na ponta da linha a dar cabeçadas atrás de cabeçadas!! Depois de estudar um pouco os seus hábitos alimentares e transitórios, chega a parte em que é preciso procurar o sitio delas, onde poderão atacar/passar, a que horas, com que marés, com que condições (este ponto é ainda um graaaaaaaannnndddeee parenteses para mim).
Um exemplar de Corvina GRANDE
Felizmente, tive a boa sorte de conviver com um pescador "ferrenho" de corvinas/xarrocos cujas dicas me ajudam e certamente um dia darão frutos! Depois de conversa para a frente e para trás, chega a hora de levar a cana ao Tejo. Inicialmente a adaptação ao estilo de pesca aqui praticada é um pouco demorada e cara, já que se perde algum material com facilidade se não se conhecer o local e/ou dominar a técnica. Investida atrás de investiga, ia vendo outros a ter toques, ataques, vinis rasgados, fios arrebentados... E eu? Nada... Pacifico, nada mexe...

Até ao dia que consegui estrear a minha Hiro Magister Lure (após 8 meses de lançamentos sem sucesso)! Não foi uma estreia brilhante, digna de um relato eufórico e de sonho, mas foi a estreia! Depois de ter desabafado com o meu colega que ainda não tinha "tirado os 3" à cana, ele diz-me assim "dá cá a cana, eu lanço-te ali para o cantinho dos xarrocos e apanhas vá um". Passei-lhe a cana, um lançamento e devolve-me rapidamente dando a seguinte indicação "trabalha o vinil devagarinho, com toques nervosos e sempre junto ao fundo".
Dito e feito, mal virou costas sinto uma prisão e um trabalhar nervoso na ponta da cana, que saudades desta sensação! Só me apetecia gritar de satisfação e alegria(por apanhar um xarroco imagine-se!!), mas lembrei-me que à minha volta tinha pescadores revoltados e frustrados com este peixe nada abençoado pela beleza  pelo que decidi conter-me.
O primeiro peixe da Magister - Xarroco (Halobatrachus Didactylus)
Depois dessa aventura, voltei a insistir agora noutros pousos mas o sucesso ainda não me atingiu. A seu tempo, terei direito à minha dose de adrenalina "corvinante"!

Entretanto, após convites sem sucesso de uma pesca mais simples e divertida pelas zonas de Cascais com o meu primo, decidi-me aventurar na mesma sozinho por essas bandas. Um dia após trabalho e com "una gana" valente para ir à pesca, chego a casa, pego no material o mais rápido possível, chave do carro no bolso e siga que se faz tarde! Chego ao local, monto o material com rapidez e faço uma breve ponderação sobre qual a amostra inaugural. Uma superficial, a Caperlan Murray 100 Silver Green(agora com fateixa nº2 atrás e com um teaser de penas feito por mim) foi a escolha, a ver se com o pôr-do-sol e águas mais calmas eles aí andam!
Não demorou mais do que uns 3 ou 4 lançamentos para uma zona aberta para sentir um ataque e algo preso, que rapidamente me apercebi do que se tratava, um peixe-agulha, curiosamente o meu primeiro nesta andanças de spinning!
Peixe-Agulha de Cascais - bicho irrequieto!
Ainda insisti mais um pouco em vários cantinhos durante essa jornada, mas estava destinado que apenas iria sentir um energético peixe-agulha na ponta da linha. Não me chateia nada, a missão e objectivo foram atingidos, reconhecimento de locais e se possível umas capturas para animar a malta (é o que faz falta!).

De agora em diante, com o tempo a permitir dias maiores e maior actividade da fauna, estou confiante que farei algumas pescarias divertidas! As corvinas continuaram claro no topo do altar, mas os robalos de sonho assim como uma outra espécie curiosa (Sarrajão) continuam a ter vaga!

Até ao próximo post!
Um abraço e boas pescarias!
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sábado, 3 de setembro de 2011

Pequena estreia

Isto agora, toma-se-lhe o gosto, é estreia atrás de estreia!
Hoje, assim como nos últimos tempos, apeteceu-me ir a pesca e como tal, acordar cedo é um martírio mas lá tem que ser.... Ao chegar ao destino inicial deparei-me com um mar muito bruto e mexido demais para colocar as amostras. Nem 15mins demorei lá e rumei ao spot novo.
No entanto, apesar de mais calma, a rebentação continuava a ser um problema, a juntar ao facto de haver muita alga suspensa e a cada 10 ondas, ganhava um banho grátis!
Desanimado depois de percorrer a praia, decidi não desistir e explorar um pouco mais para não dar o tempo como perdido. Ao deslocar-me para a zona das rochas, vi uns lombos a brilhar dentro da água... Peixe... Robalo? Tainha? Só há uma maneira de saber...

Insisti um pouco com a Max Rap 13 Flake Ayu e acabou por me dar um peixe mas só por 1 segundo, já que ele conseguiu libertar-se. Insistência, troca de amostra, lança lança, troca de amostra, lança lança, mais para a frente, mais para trás... E eu a vê-los passar!


Estou eu quase a ir embora, quando reparo num novo cardume à minha frente. Nem é tarde nem é cedo, vai mesmo a passeante da Caperlan que ainda não foi à água a sério... Meia duzia de lançamentos, toque, sucesso!
Labrax atrevidote

Esta foi a primeira vez que apanhei algo com uma Passeante e também a primeira vez que esta amostra apanhou peixe.... E que não seja a última!

Fiquem bem e boas pescarias!

Ficha técnica:

Cana: Alpha Tackles Evoc Series Marauder Heavy - XH
Carreto: Okuma Trio 40S
Linha: Multifilamento PE 0,17mm
Estralho: Gorilla UC-4 Fluorcarbono 0,30mm
Amostra: Caperlan Murray 100 Silver Green(10-FS 0110)
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