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segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Duas pescas à chumbadinha nas férias curtas

 Olá a todos!

Venho-vos relatar duas pescas à chumbadinha feitas durante uma curta semana de férias.

A primeira pesca foi logo no primeiro dia de férias ainda aqui pelo Norte, onde defini que só voltava para casa quando tivesse pescado o que iria ser o meu almoço.

Uma manhã bonita, com o céu nublado e o mar a trabalhar bem, prometia ser uma manhã em grande!

Mas o que parecia prometido, foi-se tornando um desafio. Pouca actividade, quase sem toques e nada parecia funcionar. A maré foi descendo e fui acompanhando a descida avançando no pesqueiro em busca do peixe.

Muda-se a espessura do fio, o peso na chumbadinha, experimenta-se com pião... Nada estava a dar resultado!

Até que finalmente tenho um toque mais firme, faço a ferragem e lá está, o primeiro sargo do dia! Não era nenhum gigante, mas pelo menos já tinha o suficiente para o objectivo - peixe para o almoço.

Sargo para o almoço

Depois desta captura continuei à procura mas tinha coisas combinadas e o tempo já estava a esgotar, para além do mar estar a ficar cada vez mais forte.

Seja como for, objectivo cumprido com sucesso!


Passaram-se uns dias e as verdadeiras férias na costa alentejana chegaram. Umas férias curtas, com companhia e num local assim, requer alguma ginástica para conseguir encaixar uma pesca.

Lá consegui encaixar uma pesca num fim de dia, apenas para ver se conseguia enganar algum peixinho para o almoço do dia seguinte.

Acompanhado pela minha namorada, fomos procurar um sitio que fizesse o mínimo de feição para enganar uns sarguitos. Como o primeiro local estava cheio de gente, deslocamo-nos para outro spot, este sim vazio e completamente à vontade.

Preparo o material, faço o primeiro lançamento e digo eu na brincadeira "espera um bocado que já vou tirar peixe".

Primeiro lance para a esquerda de uma pedra mesmo por baixo da falésia não deu em nada. Lanço agora para a esquerda dessa mesma pedra. Um toque, outro mais vigoroso e faço a ferragem e digo-lhe "Já está, tenho peixe!"

E começa uma bonita luta do alto da falésia com o peixe lá em baixo! Pelo bater e arranques vigorosos, percebi que não era um sargo, mais ainda quando a zona onde estávamos é propicia ao aparecimento das douradas. E eu a pescar com um 0,23mm no estralho....

 Aguento o peixe o quanto posso, deixo-o cansar à vontade para depois tratar de o puxar cá para cima - não tenho rabeca.

Peixe dominado, seguro bem a cana, começo a dar ao carreto. E a cana cada vez mais dobrada...

Continuo a dar à manivela, quando sinto que já está perto o suficiente, levanto a cana para o lado e lá vem o peixe do dia!!

Bonita dourada à chumbadinha ao pôr-do-sol!

Uma bela dourada! A minha primeira dourada à chumbadinha e capturada logo ao segundo lançamento!

Eu tremia por todos os lados, foi surreal!! Nem conseguia iscar direito para lançar novamente.

Novo lance, desta vez para a mesma zona (direita da pedra) e pouco depois, mais um toque e mais uns arranques fortes! Esta é maior que a anterior!

Controlo o peixe o melhor que posso, deixo-o puxar à vontade para se cansar antes de iniciar a subida. Começo a puxar devagarinho e após talvez umas 5 maniveladas acontece... O peixe desferrou-se quando já estava a subir.

Fiquei de rastos. Um sabor amargo na boca, daqueles que custa bastante a superar.

Pensei que a linha tivesse partido, mas quando fui verificar ainda tinha tudo, inclusive o isco o que me levou a concluir que estaria mal ferrada (ou ferrada pela beiça) e ao levantar acabou por se soltar.

Ainda voltei a lançar novamente e a experimentar outros iscos, mas o sol já lá ia. E pescar no escuro num sitio em que era preciso lances com precisão bem juntos à pedra, não ia funcionar... Tivemos que dar por terminada a pesca com uma bela dourada capturada e outra que escapou!


No dia seguinte bem cedinho voltei ao mesmo local (desta vez sozinho) mas depois de procurar e procurar, nem um único peixe consegui enganar. As águas estava muito abertas, quase não mexiam de tão paradas e nos poucos sítios onde senti peixe deviam ser demasiado pequenos.

Seja como for, fica aqui o registo das duas capturas à chumbadinha em modo férias com o grande destaque para a primeira dourada da minha Vega Bullfight Nitro :)

Deu uma bela refeição!

Dourada grelhada

Fiquem bem e até à próxima, espero que tenham gostado!

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terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Retrospectiva a 2019, Expectativas para 2020 e Novidade!

Olá a todos!

Já lá vai algum tempo desde que publiquei a última vez, mais do que o normal. Razões? São várias e as do costume, como a falta de tempo, de vontade, de pescarias/peixe...

Mas não podia deixar de passar uma altura como esta, que é o fim de ano, sem fazer uma retrospectiva a 2019.

O primeiro trimestre do ano foi, de forma geral, positivo. Comecei o ano de mão quente, a tirar 3 robalos jeitosos. Depois, quando fui às trutas, acabei por gradar. Mas na segunda ida às trutas, e sendo estreia no rio Minho, tive a minha desforra - 3 trutinhas bonitas que me valeram o 1º lugar no 4º Abertruta!

Depois disso, vieram as pescas brutas em condições extremas na costa alentejana com o meu primo. Deu para um pouco de tudo: celebrar capturas de ambos, lamentar azares e peixes perdidos (também de ambos), maldizer da porcaria tempo, rir de tudo o que se dizia ou fazia sem nexo.... Foi brutal e memorável!


Daí para a frente, tive altos e baixos na pesca. Começando pelo alto, e porque é mesmo um dos pontos altos deste ano, o meu maior robalo capturado este ano foi durante o 10º Torneio Luís Vicêncio. Robalo esse que me iria presentear com um fantástico 1º lugar!
O reencontrar amigos de outras lutas foi um elixir rejuvenescedor que precisava na altura, pois a nível piscatório a coisa não andava bem... São os melhores companheiros que se pode ter :)

Um dos pontos mais baixos, tinha acontecido talvez uma semana antes do Torneio. Uma noite/manhã onde os robalos pareciam loucos a atacar, mas de forma muito especifica, vi-me e desejei-me para ferrar um, enquanto o Ricardo ia facturando um atrás de outro! Quando finalmente ferro um à superfície, após nem 2 segundos de luta o fio roça na pedra e vai-se tudo.
Um verdadeiro dissabor na boca. Amargo. Fica gravado na memória e não nos abandona, meus amigos...


Já em pleno Verão aproveitei a minha maré de azar e rumei a outros pesqueiros mais agradáveis - Açores!

Por ali a coisa já é bem diferente. Já se vai sabendo um ou outro truque, o que funciona e onde, quais os pesqueiros melhorzinhos e quais os "alternativos"... Ainda assim, fazia na boa um estágio de 1 ano por lá, só para aprender tudinho :)

Pela primeira vez fiz pesca embarcada, slow jigging às garoupas. Ou vá, tentei! Seja como for, consegui enganar algumas garoupas bem maiores que as minhas habituais a profundidades consideráveis.

Nas pescas costeiras, andei a brincar com os habituais lagartos e garoupas, até que finalmente cruzei-me com duas anchovas endiabradas que me deixaram um sorriso de orelha a orelha durante um bom tempo!

E por falar em sorriso e dentes, apareceram por lá 3 anchovas que metiam respeito... Mas isso é só para malta de lá, que comigo não quiseram nada :)

No geral, foram umas férias muito fixes (o costume) e ao rever estas fotos todas, a saudade já aperta novamente.... Ai ai...



Quando veio o mês de Agosto, veio também mais um "inquilino" cá para casa, um pato para pescar aos achigãs!
Levado pela curiosidade e por querer abrir novos horizontes da pesca aqui pelo norte, lancei-me de cabeça neste tipo de pesca. E desde então, tem sido uma loucura!

A primeira experiência por pouco não terminava em grade, mas acabou por dar frutos já ao cair do pano. E foi brutal! Nem queria acreditar....!

A segunda tentativa foi sempre a dar neles com crankbait, desde que cheguei até que saí da água.
Mas a terceira.... Ficará na memória como a que mais peixes ferrados tive e com direito a um record filmado! Coisa rara comigo, filmar acontecimentos no tempo e altura certa!!


Desde então, poucas mais vezes tenho ido à pesca, tanto por inexperiência como por falta de disponibilidade. Uma coisa é pescar horas e horas de Verão ou Outono com pés dentro de água, até sabe bem!
Mas de inverno a coisa é diferente.... Peixe mais parado e localizado, água mais fria e suja...
No fundo, ainda tenho mesmo muito para aprender, mas devagarinho lá se vai andando :)

De forma resumida, foi um ano muito difícil no que diz respeito ao mar. Já em água doce, foi um ano brutal de estreia aos achigãs de pato e o bichinho veio para ficar!



Em relação à novidade, gostava de convidar todos os que seguem o blog a também seguir o recentemente criado instagram @Pescaemviana  para não perderem as novidades e posts que irão surgir em 2020!

Fiquem bem e votos de um excelente 2020 para todos!

PS: Ah, é verdade! Já tenho um cartão de memoria de 128gb e 7 baterias para utilizar na camera, vamos lá ver se 2020 faço filmagens sem cortes :)
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sexta-feira, 17 de maio de 2019

Férias pela Costa Vicentina

Olá a todos!

Este poderá ser um relato mais extenso que o normal, mas a justificação é muito simples: uma semana dedicada à pesca. Sim, isso mesmo! Uma semana inteira para fazer todas as marés que o corpo deixar!
Parece fácil, certo? Mas não é... E quando as condições são mais que adversas, pior ainda...!

Eu e o meu primo já andávamos a falar várias vezes e durante muito tempo na hipótese de um "dia" fazermos uma longa jornada só de pesca. A oportunidade surgiu, as férias foram marcadas e foi tudo alinhado ao pormenor! Destino: Costa Vicentina.

Pequeno (grande) problema: as previsões iam ser cada vez piores, precisamente durante a semana que tínhamos combinado tudo... Lembrem-se bem disto quando tiverem a ler o resto do relato!

Fiz a viagem até Lisboa logo de manhãzinha, fui almoçar com o João, que já não via há imenso tempo, e depois disso encontrei-me com o meu primo. Tudo empacotado no carro, que mais parecia uma carrinha de mudanças de tão carregado que estava, fizemo-nos à estrada!

Antes de sequer descarregar as coisas, fomos logo espreitar spots, para aproveitar a luz do dia. Vimos o que queríamos, comprámos alguns alimentos e então sim - descarregar.
Tralhas de surfcasting, spinning, chumbadinha... Só tralha!
O plano era tentarmos a sorte a pescar ao fundo, podia ser que déssemos com alguns sargos ou douradas. Já que de outra forma, era impossível pescar....

Alimentámo-nos bem, vestimos o fato de chuva e fomos apanhar isco. E que chuvada levámos! E o vento? Impossível, foi simplesmente de loucos!
Parecia coisa de filme, em que a qualquer momento ia aparecer o Godzilla ou outro monstro qualquer no meio da tempestade...mas lá conseguimos safar algum isco.

A caminho do pesqueiro, com uma chuva e vento que mais apetecia era ficar em casa, encontrámos um coelhinho na beira e brincámos que já tínhamos um petisco (calma que não fizemos mal ao bichinho, ele fugiu logo).
Mas só brincámos até encontramos mais à frente um grande javali. Porra, que susto aquela visão do nada! Uma besta preta, ali parada no caminho e quase nem nos ligou, foi calmamente embora... Pudera, o susto foi maior para nós que para ele!!!

Recompostos do susto, esperámos uns 45 min. para que a chuva e vento acalmassem. Quando deixou, fomos lançar umas chumbadas bem lá do alto de uma falésia.
Íamos sentido peixe aqui e ali, mas nenhum vinha ferrado. Até que me calha a mim o primeiro peixe ferrado!

Umas valentes pancadas, levou alguma linha mas acabou por ser dominado. Faltava agora a parte crítica - levantar o peixe. E começaram as complicações...

Com o peixe encostado, o mar a bater, eu apenas posso segurar a cana e ir controlando. O meu primo põe a rabeca na minha cana. A rabeca prende no primeiro passador.
Voltamos a abrir e a passar para a frente. A rabeca quase não desliza por causa dos passadores.
Vai até à ponteira. Fica presa na ponteira. Eu tento abanar um pouco a cana e lá acaba por soltar e deslizar pelo fio abaixo. Vai descendo e descendo...

Vem uma onda de um set mais forte. Ao mesmo tempo a rabeca toca na água. O carreto começa a cuspir fio por causa do peso todo, o fio toca num penedo qualquer por baixo da falésia e puff......

Xau peixe.
É mau? É, mas pode ser ainda pior. Graças a esta confusão toda, o passador da ponteira foi completamente arrancado.
Peixe, chumbada, ponteira... Tudo com o c*****o!

Lixado da vida, volto a fazer a montagem e continuo a pescar, mesmo sem o passador. Que se lixe!

Entretanto foi a vez do meu primo ferrar peixe, um bom peixe! Controla-o de cima, vai encostando e desta vez mudámos de tática. Veio à mão para cima, agarrando na linha e puxando muuuuito devagar para não partir!
Conclusão? Vejam vocês mesmos!
Valente dourada, esticadinha mas magra...!
Ficámos malucos, uma grande dourada, já estava mais que ganha a noite!!

Mas a noite não ficou por aí... E passados uns 20 min., voltou a ser a minha vez de ter peixe ferrado, round 2!
A tática usada foi a mesma - puxar o fio à mão. Eu segurava na cana e ia compensando no carreto, o meu primo enrolava à mão até que...
JÁ ESTÁ!! A MINHA PRIMEIRA DOURADA!!! LINDA, FANTÁSTICA, EU ESTAVA EM DELÍRIO!!!
Primeira dourada - 2,265kg

Ferradinha no beicinho!
Bem, que noite estava a ser... Duas douradas, um peixe perdido, uma ponteira retalhada...!

Continuámos a pescar, íamos sentindo peixe ocasionalmente, mas sempre muito manhoso. O meu primo voltou a ter peixe ferrado, mas ao encostar acabou por partir mesmo rente ao anzol.

Pesca terminada, vamos mas é para casa que amanhã há mais!

Mas antes, umas fotos para celebrar ;)
As duas capturas da noite

A minha primeira dourada! :)

Milton e as duas douradas


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Acordámos ainda meio abananados da noite anterior, mas estávamos ali era para pescar. Tomámos o pequeno-almoço e fomos dar uma volta durante a maré baixa para espreitar spots. Não vimos grande coisa, mas o passeio foi brutal!
Ninho de Cegonha

Flora das dunas
Como tínhamos levado as canas connosco, decidimos fazer uns lances no mesmo spot para ver se as madames ainda andavam por lá. Acabamos por não as encontrar e com a fome a apertar, fomos para casa saborear uma bela dourada escalada na brasa!
Selfie estragada pela fita :)

Dourada escalada e assada na brasa!


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Mais um dia, mais uma saída atrás do peixe. Repararam que eu disse ao início que as previsões iam piorando cada vez mais? Pois, dia após dia, foi aumentando o vento e o mar, quase impossível pescar.
Mas temos que fazer ênfase no quase...
Os persistentes, bem agasalhados!
Porque fomos para ali para pescar, e é a pescar que estamos bem! Quem também ficou bem na foto, foi um valente sargo quileiro que safou um dia que parecia estar perdido no meio de grades!
Sargo quileiro - o safa grades
De noite, as previsões iam estar aceitáveis, mas o mar não. Optámos por mudar a tática e em vez de pescar da pedra, procurámos um cantinho que deixasse fazer um surfcasting. Acabámos por encontrar e demos com uns sarguitos, que foram o almoço do dia seguinte!
Sargos jeitosos

Antes de irem à grelha....

...Depois de estarem no solário! Que belo bronze!

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Se antes estava quase impossível, neste dia a coisa estava mesmo má. E também para descansarmos um pouco, fomos dar uma volta ao longo da costa, visitando alguns quintais bem conhecidos e que certamente muito bom pescador irá reconhecer logo à primeira foto ;)
Praia de Almograve

Cabo Sardão

Zambujeira do Mar

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O tempo vai passando e quando damos por ela, já estamos praticamente no final das férias. E com a sorte que tivemos até à data, obviamente que só agora as previsões acalmavam. Óbvio...

No último dia de pesca, dividimos a investida em dois. Primeiro vamos fazer uns lances para relaxar no rio, só para esticar as linhas e tal. Sem grande pressão para apanhar o que quer que seja.
Canas ao alto, Vila Nova de Milfontes ao fundo :)

De noite, com as previsões todas alinhadas como bem gostamos, tínhamos que dar tudo por tudo. A fé era bastante, a esperança ainda maior. O vento acalmou, a chuva deixou de chatear, o mar estava em queda. Tudo perfeito!
Até o pôr-do-sol foi perfeito.
Mas se sorte não tivemos até aquele momento, também não ia ser agora, não é? O que poderia estragar tal noite de tanta esperança?

Algas. Quilos e quilos de algas foram apanhados e içados falésia acima. Chegámos a deitar-nos na pedra sem estar à pesca, a olhar para o céu, apenas para fazer tempo de a maré virar e levar com ela as algas!!

Mas pouco adiantou... Juntemos agora a essa noite o facto de eu ter ferrado um peixe e, quando ia começar a levantar, lá veio o raio da onda que varreu tudo - fio na pedra e acabei sem peixe.

Acabámos por fazer uma valente jornada de quase 8H a pescar, sem grandes resultados. Um sabor agridoce, assim como a promessa de que um dia voltaremos e, aí sim, é que vai ser!!

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Desculpem o relato longo, mas resumir uma semana com tanta pesca no meio, torna-se complicado :) Certamente muitas peripécias escaparam neste relato, outras nem valem a pena contar, mas o que posso garantir é que mesmo correndo como correu, ficarão todos os momentos bem gravados na memória.

Daqui a uns bons anos iremos estar os dois sentados, de cana na mão numa pedra qualquer - como de costume - e vamos invocar estas aventuras para a conversa. E vai ser como reviver tudo...

Isto é que é pesca. O resto são grades.
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Assim foi 2015!

Com um ano novo pela frente e 2015 para trás, é uma boa hora de fazer um pequeno balanço do que se passou no ano passado!

O ano passado teve algumas novidades e pequenas mudanças na forma como pesco. Neste sentido, a entrada para a Team Fiiish Portugal fez com que passasse a dar mais atenção ao vinil, algo até então que ficava num plano secundário. Passou a estar em pé de igualdade com as amostras rígidas, ultrapassando mesmo conforme o cenário que tinha pela frente.
Novos sítios requerem novas abordagens e o vinil foi uma boa aposta!

O arranque do ano foi difícil, lembro-me bem de ter feito uma série de 15 grades seguidas, antes de apanhar o primeiro robalo... Não tivesse pelo meio feito uma grande estreia às trutas com medalha, teriam sido uns meses bem penosos de aguentar!
Quebrado o jejum, daí para a frente foi preciso tentar agarrar-me a essa pequena vitória e não desistir, só custa o primeiro! Os resultados acabariam por aparecer, intercalando entre pequenas capturas e boas capturas, fui fazendo o gosto ao dedo tanto pelos spots habituais, como por Viana.
Os achigãs acabaram por não colaborar muito mas verdade seja dita, não tiveram a mesma atenção que no ano anterior. Ainda assim, deu para fazer o gosto ao buzz :)
Já com o Verão a ir-se embora, chegou a altura mágica onde uma noite aparentemente banal transformou-se numa noite épica com bastantes escamas! À semelhança do que aconteceu 2 anos atrás.... Curiosidade ou não, em 4 anos de pescarias com o João, as melhores pescarias que tivemos foram sempre em anos ímpares... Coincidência?
Mas como tudo que é bom depressa acaba, o Inverno acabou por aproximar-se a largos passos e foram cada vez mais escassas as oportunidades de ir ao mar. Mesmo assim, ainda deu para enganar uns peixes e até deu para apanhar uma espécie nova!
Para encerrar a época, nada como terminar com umas investidas em terreno hostil por Viana do Castelo onde se registou 1 captura seguida de 2 grades e assim encerrar o ciclo, mais conhecido por ano de 2015 :)
Por curiosidade, costumo registar as minhas capturas com amostras e reparei que durante 2015 num total de 28 capturas, foram feitas 20 libertações.
Foram muitas libertações, a maior parte por ser de pequeno tamanho, outras por não terem interesse ou mesmo por opção. Parece que esse é o caminho a percorrer....

Agora que venha daí 2016 porque 2015 já está arrumado!! :)
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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Passeio Matinal

O mês de Agosto é sinónimo de férias, descanso, praia! Mas quando toca a escolher o destino costuma ser uma pequena dor de cabeça...

Já não rumava há algum tempo em direcção à Costa Alentejana e isso ajudou na escolha do local para passar uma (muito) curta semana de férias.

Os motivos são variados, mas fáceis de entender: as praias são calmas e agradáveis com uma água cristalina e bem longe dos "focos" habituais (nunca percebi a panca de ir para o Algarve no Verão...) , mas acima de tudo com uma paisagem belíssima.
Pôr-do-sol em Porto Covo
A contar fazer 1 ou 2 passeios matinais a saltitar pelas pedras, levei uma pequena porção do material de spinning. Cana, carreto, bolsa pequena com 1 pouco de tudo (vinis, amostras de 12 a 17 e passeantes) e meio fato de mergulho, o suficiente para passar umas belas horas a pescar antes do sol nascer.

Como o tempo esteve um pouco "avariado" aproveitei um passeio para apreciar algumas zonas.

Bela praia algures pela Costa Vicentina ;)
Em conversa com o João que estava de passagem pela zona, acabei por escolher o rumo da próxima investida mas essa mesma investida acabou por ter um sabor agridoce.

Levantei cedinho ainda com a remela no olho e vesti-me rápido para me fazer à estrada. Isto é tudo muito bonito e tal, mas levantar cedinho custa!! Só que quem o faz em dias de trabalho, também o faz nas férias....!
Chegado ao local, equipei-me com o material mínimo e como não levei o corta-vento comigo, acabei por deixar a máquina fotográfica para trás.

ERRO!!

Ao primeiro lançamento e ainda a dormir, tive logo um ataque que acabou por desferrar, ouvindo-se então as primeiras palavras impróprias em voz alta do dia :)
Continuei a insistir no local mas sem sucesso, hora de mudar de local...

Mudo de local e o Sol começava a dar o seu ar de graça, achei que estava na altura de colocar um passeante. Patchinko 140, foste a escolhida!

Ao fim de alguns lançamentos tenho um ataque (não vi) e estava ferrado! Bastantes toques nervosos e rápidos, quando recolhi o peixe confirmei as minhas suspeitas!
Desgradei a manhã com uma baila jeitosa, estava ali o meu primeiro peixe (decente) à superfície...!

"E agora? Máquina fotográfica para registar o momento? Não trouxe......" - e seguiu-se mais uns impropérios direccionados à minha pessoa por não levar a máquina.

Libertei o peixe, apesar de ter boa medida. Achei que merecia uma nova oportunidade :)

Não senti mais nada de seguida, o sol ia subindo pelas costas e com os primeiros raios de luz, via-se ao longe nas ondas peixe. Bastantes.... Tainhas? Robalos? Bailas?
Não conseguia chegar lá...
Quem anda nestas lides sabe o quanto frustrante conseguem ser estes momentos...!

Voltei em direcção ao sitio inicial e também a caminho do carro, fazendo alguns lançamentos aqui e ali, até que ferro mais um robalote com uma Maxrap Long Range, também ele devolvido sem foto...
Pesca terminada, passeio matinal concluído e que bem me soube!
Agora com o telemóvel já consegui tirar algumas fotos, mas o "mal" já estava feito.
Há algo "mágico" que nos faz acordar cedo e deitar tarde, vezes sem conta só para viver estes momentos.

Ainda não descobri o quê.

Não me importo de ir tentando descobrir.
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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Vai-se 2014...Venha daí 2015!!

Mais um ano se passou repleto de lançamentos e recolhas, muitas horas passadas a pescar resultando em alguns peixes e muitas, muitas grades - perdão, sabedoria acumulada sem retorno positivo!

Por todo o lado se ouve historias semelhantes "este ano o peixe está afastado, o problema é o pilado", "este ano está a ser atípico, não há capturas regulares...." e verdade seja dita, é precisamente assim que termina o meu 2014, com muitas investidas e o resultado foi sempre o mesmo: mais grades!

Mas começando pelo inicio, este ano teve um arranque difícil e demorado, por culpa das penosas tempestades. Foi preciso aguentar até Abril para finalmente ver algumas escamas....
Não seria preciso esperar muito para numa ventosa noite o meu primo conseguir tirar um valente robalo, seguida de uma investida à costa alentejana no dia seguinte, semelhante ao ano anterior.
Inicio tremido...Mas valente!
Já a meio do ano as coisas pareciam querer melhorar para os lados do mar, mas regularidade foi algo que nunca existiu. As férias trouxeram alguns peixes e com eles a minha melhor manhã de sempre em Viana (para já...).
Benditas férias....!!
Com o calor do Verão e a falta de robalos na costa, passei a investir mais tempo nos achigãs - e em boa hora o fiz!
Voltei a sentir a cana (bem mais light) a tremer com bons peixes lutadores do outro lado, nem sempre acabando com um sorriso na cara....
No meio destas aventuras, o João acabou por converter-se à pesca ao Achigã e também atingiu a meta do quilo, pelo que não demorou muito para estarmos em duelos constantes pelas margens fora :)
A "febre verde" esteve em alta
Olhando para trás, posso dizer que Agosto foi o melhor mês de pesca para mim, onde bati recordes atrás de recordes, tanto em água doce como salgada!
É quase impossível pensar em 2014 sem recordar a bela noite onde a La Segunda fez estragos e nas manhãs a ouvir o buzzbait infernal aos achigãs, sempre a dar cartas chegando até a repetir achigãs quileiros!
Recordes para mais tarde....Recordar :)
Daí para a frente, a actividade caiu a pique... Robalos quase nem deram o seu ar de graça e os achigãs já estavam quase arrumados para um canto, à espera do próximo ano.
As grades continuavam a somar-se....
Poucos mas bons!
Pelo meio ainda houve tempo para ir a encontros e ao Torneio Luís Vicêncio, organizados pelo PCA saltitando entre a água doce aos achigãs/trutas e água salgada aos robalos.
As investidas aos achigãs foram um catalisador para me meter o vício no corpo (como se fosse preciso muita coisa para isso acontecer....!) mas o prato forte acabou por ser o mar.
Com duas visitas à Figueira da Foz, apenas numa consegui recolher peixe que me deu um honroso 3º lugar mas a verdadeira experiência que fica resume-se muito basicamente a: ilhadas de colete!! (eheheh podem chamar-me "menino" à vontade!)
Torneio e Convívio PCA
Torneio e Convívio PCA
Aproveitando as férias e para terminar o ano com alguma salitre no corpo andei a saltitar entre as pedras de Viana do Castelo.
Como seria de esperar, trouxe mais umas grades para casa mas com a sensação que melhor seria difícil e pelo menos, tentei!
O último pôr-do-sol e também a última grade de 2014!
E depois de tudo isto apenas posso dizer.... Adeus 2014, que 2015 já está aí à porta!! :)
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