Antes de mais, espero que estejam todos bem assim como aqueles que vos são
queridos. São tempos incertos, perigosos e problemáticos estes que vivemos e
acima de tudo, está a saúde e bem estar.
Já lá vão praticamente 6 meses desde o último post... Num ano normal seria
algo relevante, pois tanto tempo sem relatar uma pesquinha é de estranhar, no
mínimo.
Mas tendo em conta que começamos o ano da maneira como começamos, depois todas
as restrições e proibições... Já sabem, nem vale a pena falar nisso. Falemos
do que importa, pesca!
Tal como quase todos os pescadores, quando abriu a pesca fui fazer o gosto ao
dedo mesmo sem grande esperança e expectativas - simplesmente fui porque tinha
que ir!
Nessa manhã não estavam as condições ideais mas o vício falava mais alto e no
fim da manhã lá acabei por enganar dois pequenos robalotes prontamente
libertados.
Estavam assim feitas as primeiras capturas do ano (finalmente!!)
O primeiro do ano!
O segundo do ano... Cada vez menor!
Entretanto e depois de muito ponderar, achei que estava na altura de investir
numa cana nova para pescar à chumbadinha e pião, tendo a escolhida sido a
Katx Katxzilla XK6 6m.
Katx Katxzilla XK6 6m
Passadores Fuji K Alconite na Katxzilla XK6
Uma cana mais leve (440g contra as 540g da Bullfight Nitro) e rápida, bons
passadores (Fuji K Alconite) e a preço acessível, estava encontrada a
sucessora da Vega Bullfight Nitro que tantas alegrias me deu e certamente
continuará a dar (apesar de ficar agora como segunda escolha).
Para além de todas estas características, há 2 pormenores interessantes que
gostaria de destacar e partilhar.
O primeiro é o facto de haver uma espécie de camada rugosa/borrachuda na zona
do porta-carreto. Este pormenor provavelmente vai ao encontro do pessoal que
gosta de colocar manga térmica nos cabos das canas para ter melhor atrito e
não escorregar tanto com mãos molhadas.
Um pormenor muito interessante!
Camada rugosa para não deslizar facilmente
Outro pormenor de relevo é o facto de haver um pequeno cilindro de EVA no
fundo da cana, para evitar que a resina dos passadores não entre nos elementos
quando a cana está fechada e assim evitar chatices com o calor ou apertos.
Já tinha lido sobre isto mas apenas em alterações caseiras. Não fazia ideia
que há marcas a aplicar este tipo de detalhe!
Batente no fundo da cana, para elevar e não entalar elementos
Ora bem, pescador cheio de vontade com uma cana nova já se sabe o que se
segue... Siga estrear a cana!
E agora começa a parte chata. Porquê parte chata? Porque no dia da estreia,
apenas tive 2 toques que resultaram em 2 bons sargos ferrados. Mas a pescar
num spot complicado, o fio nas duas vezes tocou na pedra e...
Bye bye sargos, olá azia duradoura!!
Sim, a estreia da cana foi quase perfeita tirando o facto de ter perdido 2
bons sargos. E fiquei com uma azia daquelas que ficam a moer a cabeça e a
remoer o estômago.
Depois dessa jornada voltei a insistir numa possível estreia mas sempre sem
sucesso. Durante 4 jornadas inteiras, nem um peixe para fazer as honras!!
Até que na 5ª investida, por fim, lá consegui a tão desejada estreia.
Mal o dia nascia e já estava junto à água mas a cor esverdeada desmoralizava
um pouco, fruto de outras investidas sem sucesso nas mesmas condições. Ainda
assim, estava ali para pescar e tentar a sorte.
Sorte essa que acabou por resultar num belo e gordo sargo ainda nem 20m tinham
passado! Cana ao alto controlando os movimentos do peixe, deixei-o cansar-se
bem antes de o fazer passar por cima da rocha que tinha pela frente e... Já
está! O primeiro sargo, finalmente a cana estava estreada e num belo peixe!!
Belo sargo na estreia da Katxzilla
Foto da praxe ao peixe e volto a lançar em busca do segundo. Ia sentindo
alguns peixes aqui e acolá mas apenas toques tímidos - peixe miúdo ou estavam
a comer de faca e garfo...
Por fim lá consegui enganar mais um sargo, este já mais humilde, para compor a
pesca.
Katxzilla com 2 sargos na tao desejada estreia!
A manhã ia avançando e com a hora estipulada para terminar a chegar, dei por
terminada a investida.
Dois sargos capturados, numa estreia à 5ª tentativa, que mais poderia eu
pedir?
....Talvez que da próxima seja mais fácil estrear a cana! :)
Deixo-vos com 3 relatos de umas pescarias dedicadas aos sargos pelo Norte,
aproveitando o arranque do Outono!
################################
A primeira investida foi numa manhã fria, com bastante humidade e nevoeiro a
tornar a pesca um pouco desagradável. Mas como quem corre por gosto, não
cansa...
Comecei por sondar um pesqueiro recuado mas com bom aspecto, já a pensar em
futuras investidas por ali.
Cana ao alto, chumbadinha onde fazia mais feição e lá tinha um toque de longe
a longe. Fui experimentando outros pesos, trocando entre as 5g e as 15g até
conseguir perceber como poderia apresentar da melhor forma o isco.
Ao fim de algum tempo, lá acabei por tirar o primeiro do dia!
O primeiro sargo do dia!
Continuei a experimentar mas a actividade que era pouca passou a nenhuma. E
isso quer dizer que é hora de procurar outro pouso!
"Saltando" de pedra em pedra lá fui procurando zonas onde estivesse o mar a
trabalhar bem. Demorou, mas lá consegui encontrar mais um bonito e gordo sargo
das pedras!
Deu uma luta fenomenal, porque a pescar fino e com bastantes pedras cheias de
mexilhão pela frente é sempre complicado...!
Mais um bonito sargo!
Sargo grande e escuro das pedras
O segundo da conta!
Depois desse peixe, ia sentindo uns toques aqui e ali mas muito espaçados.
Andava peixe na zona, mas a comer de forma matreira...
Como não tinha tarefas pendentes (vantagem das férias) fui-me deixando ficar
pela zona para acompanhar a descida da maré.
Ao fim de umas horinhas, volto a sentir peixe ferrado e mais um matulão do
outro lado a lutar comigo!!
Com calma e paciência, controlo o peixe para o encostar a uma zona onde o
pudesse puxar para cima, e aí está, mais um para a conta!
Outro valente sargo!
Terceiro sargo capturado
Depois este sargo ainda tive outro mas... Pois é, umas vezes ganhamos nós,
outras vezes ganham eles!
Numa altura em que a maré estava a encher, ferro um bom sargo mesmo à frente
de um rochedo que não tinha forma de contornar ou chegar. E quando o peixe
parecia estar mais calmo e pronto para ser recolhido, veio uma escoa que deixa
o peixe a seco.
Completamente pendurado na rocha! Claro que veio de seguida a onda e o 0,25
não faz milagres. Lá foi ele à vida dele com um piercing novo.
Ainda assim foi uma boa pesca, com peixes grandes e lutadores a pedir
habilidade para os tirar da água!
Resultado do dia: 3 sargos bons!
################################
O dia seguinte foi um martírio autentico!
Depois de um dia com sargos grandes a dar luta, o dia seguinte revelou-se
quase frustrante para conseguir sentir peixe. Com o mar mais calmo, não havia
muitas zonas a mexer e praticamente não houve actividade!
Apenas bem perto de desistir é que finalmente veio o primeiro (e acabou por
ser único) sargo do dia.
O único sargo do dia, melhor que nada!
Não foi fácil, mas também se fosse fácil não tinha piada :)
################################
Terceiro dia, terceiro relato!
Como tinha dito anteriormente, uma das vantagens das férias é não ter horas
marcadas ou tarefas pendentes. E isso permite que se façam explorações aos
pesqueiros que pensamos "ali naquele sitio é capaz de funcionar assim, um dia
tenho que ir lá experimentar" mas nunca lá se colocam os pés :)
É precisamente esse tipo de pesqueiro que neste dia fui espreitar. Pesqueiro
de bom feeling mas faltava a confirmação oficial!
Foi preciso cerca de 1h para sentir o primeiro peixe e por pouco não era o
primeiro ferrado e perdido!
Depois de uma boa luta sempre perto das rochas, ao recolher, o peixe decide
desviar-se para o lado errado e fica entalado numa fenda. Não se mexia de
maneira nenhuma!
Entre mim e ele havia algunas poças e rochas, mas com o mar incerto era um
risco. Arrisquei e fui com cuidado pelas pedras fora até bem perto e lá
consegui puxar o peixe para fora da fenda e assim completar a primeira captura
do dia!
Sargo que dá gosto: grande, escuro e gordo!
Pescador feliz com sargo!
Estava preso mesmo pelo lábio...!
Que sargalhão gordo e escuro! Daqueles que andam há muito tempo metidos nos
buracos das rochas, bem camuflados...
Procurei por falhas na linha e claro, estava toda esfarrapada. Corto a linha
até onde estava bom, volto a por anzol e isco para tentar encontrar o segundo.
O segundo ainda demorou bastante, mas também se revelou brutal!
Um toque numa zona afastada, uma luta sempre encostado às rochas cravejadas de
mexilhão e não fosse o drag bem regulado, teria sido uma derrota certa...
Felizmente, correu tudo bem :)
Segundo valente sargo! Que cores lindas!
Um sargo é bom, dois ainda melhor!
Ainda procurei por mais, mas simplesmente não andavam por ali. Não me queixo,
foram 2 bons sargos capturados em modo exploração!
As capturas do dia: 2 bons sargos e um spot novo!
Terminei assim desta forma os 3 dias dedicados à pesca de sargos e à
exploração de spots. Foram dias de aprendizagem, de boas capturas, de algumas
derrotas mas acima de tudo de um pouco de sol e ar puro que tanta falta nos
vai fazendo.
Espero que tenham gostado!
################################
Agora que estamos em Estado de Emergência, com bastantes restrições
impostas pelo Governo, resta-me apenas desejar que façam o que
fizerem, façam-no com consciência e que estamos todos no mesmo
barco.
Desta vez trago-vos não 1, não 2.... Mas 4 relatos de uma só vez! Só porque
estão todos relacionados e foram todos seguidos, claro! :)
4 dias de pesca dedicados aos achigãs tanto a pescar de pato como da margem,
com vento e chuva, sol e nuvens. Uns dias mais complicados que outros... Mas
isso já vão saber mais abaixo!
São relatos um pouco extensos, mas com tanto peixe capturado e durante tantos
dias, penso que é compreensível :)
Caso não estejam muito virados para a leitura, podem saltar para o fim do
relato e assistir ao vídeo resumo! ;)
################################
Dia 1
Depois de fazer uma viagem longa mas tranquila, a expectativa e ansiedade
estava em alta e obviamente tinha que ir fazer uns lances. Ainda ponderei
bastante se ia ou não, já que as previsões não estavam muito amigáveis. O
Outono tinha acabado de chegar...
Mas a vontade de pescar fala mais alto que tudo o resto e lá fui eu, rumo a um
spot que aos poucos vou conhecendo os cantos.
Pato cheio de ar, canas preparadas, barbatanas enfiadas nos pés e lá vou eu!
Pato pronto, vamos lá aos achigãs!
Fui experimentando cranks, spinnerbait, alguns passeantes mas sem sucesso. Com
baixa actividade traduzida em nenhum ataque, aproveitei então pescar mais
lento e dar hipótese a algumas técnicas que pouco costumo utilizar
(erradamente) mas que são eficazes nessas situações.
Coloco um jig com um atrelado tipo lagostim e ao fim de uns 10 lançamentos,
eis o primeiro ataque!
Uma boa luta, a puxar bem pela cana com um ou dois arranques mais fortes, mas
esse já tinha o destino marcado - ir para dentro da rede!
O primeiro da jornada
Belo achigã de 700gr
Estava feito o primeiro achigã e soube bem. É um alivio enorme nesta pesca
quando se faz uma boa captura, quase como a dar um sinal de que é esse o
caminho!
Continuei a dar à perna, a experimentar jigs, vinis, ocasionalmente dropshot
mas a única coisa que apanhava naquele instante era... Chuva. Muita, mas muita
chuva. E eu dentro de água com uns calções de praia!
Mas já se sabe, se é para pescar então é para pescar. E eu lá continuei a
pescar!
Já mais para o final da tarde, vou tentar a sorte num cantinho que
anteriormente provou ser um hotspot para os achigãs. E não me enganei.
Lançamento em direção à margem, jig a saltitar pelo fundo na minha direção
e... Já está, mais um!
Mais um achigã com jig
Foram precisas quase 3h para voltar a sentir peixe. Mas foi um tiro certeiro,
porque passado nem 5mins, já estava outro cá fora!
O terceiro achigã do dia!
Novamente, capturado com jig
Peixe desferrado, volto a lançar e... Mais um!! Mas este acabou por se
desferrar num salto acrobático. Foi a sorte dele, senão eu ia-lhe tirar a
fotografia para o cadastro!
Procurei esticar ao máximo este primeiro dia de pesca, mas com os dias cada
vez mais curtos, tive que aos poucos ir me deslocando para a margem senão
ainda ficava às escuras no meio da água :)
Pouco faltou.... :)
Fim do dia, já bem escuro!
Estava assim feito o primeiro dia, com 3 capturas jeitosas (peixes a rondar as
700gr e todos com 38cm), nada mau para quem nunca apanhou peixe com jig e já
não pescava desde Junho!
Venha o dia seguinte!
################################
Dia 2
Segundo dia, nova aventura!
A sessão de pesca à chuva no dia anterior não foi propriamente agradável,
apesar de até gostar de pescar à chuva - mas quando estou preparado para tal!
Tentei descodificar as previsões para perceber se estaria vento e/ou chuva, e
acabei por não arriscar pescar de pato, mas sim de margem. Sempre é uma
abordagem diferente e permite dar algum descanso às pernas!
Depois de almoço volto ao mesmo spot e deparo-me com um cenário complicado...
Algumas nuvens e bastante vento, que ora estava pelas costas, ora estava de
frente. Bem, já lá estava por isso mais vale tentar a sorte!
Material de margem pronto
Acho que não terá demorado mais do que 30mins para (novamente com jig) voltar
a ter um peixe ferrado! E tão rapidamente tinha peixe, como deixei de ter....
É acabou por desferrar quase de seguida.
Palavrão para fora da boca, siga a pesca!
Insisti mais um pouco no mesmo cantinho, mas sem grandes resultados à vista,
fiz-me ao caminho e comecei a procurar novo spot pela margem fora.
A única coisa que encontrei foram alguns cagados que timidamente emergiam e 2
ou 3 segundos depois de se aperceberem que eu estava ali, voltavam a descer.
As horas iam passam e volto ao sitio inicial, a ver se tinha melhor sorte. E
mais uma vez foi uma escolha acertada, pois em 25mins tirei 2 peixes jeitosos
e estava feito o dia!
Primeiro achigã do segundo dia
O jig continua a dar resultados
Foram ataques fantásticos, quase idênticos e no mesmo jig que no dia anterior
tinha dado resultado. Acredito que tivesse ali um padrão...
O segundo é quase igual ao primeiro!
Coitado, faltava-lhe uma barbatana...
Dois belos achigãs a safar o dia, peixes novamente de umas 700gr e à volta dos
38cm.
Uma pequena curiosidade que só reparei mais tarde. O segundo achigã capturado
não tem a barbatana lateral. O que poderá ter feito aquilo...?
Siga para o dia seguinte!
################################
Dia 3
Este dia foi simplesmente para esquecer... Acordei com umas dores de costas
horríveis, praticamente não me mexia, estava completamente empenado!
Falei com uma tia que estava lá por casa e acabou por me marcar uma consulta
com um osteopata. Problema? A consulta era as 20h30...
Solução? Já que tenho o dia livre, vou fazer um pouco de exercício e apanhar
ar puro que me faz bem - sim, fui à pesca!
Voltei a fazer uma pesca de margem, mas para além de perder um peixe logo ao
início, acabei por não sentir mais nada o resto da tarde... A não ser algumas
dores.
E pronto, lá foi a primeira grade, muito sofrida :)
Mas o dia seguinte estava reservado para ser em grande....!
################################
Dia 4
Quarto dia, último dia para pescar, de dar o tudo por tudo!
Bem cedinho, fiz-me à estrada que ainda tinha uns bons kms para percorrer. É
uma viagem bonita, mas bonito bonito é estar dentro de água a pescar :)
O dia estava bastante ventoso, ia ter de dar bastante à perna. Mas o que tem
que ser, tem que ser!
Nas primeiras horas não senti nada, de maneira nenhuma. Spinnerbaits, jigs,
vinis, whopper ploppers, jerkbaits... Nada chamava à atenção e dava-me a
primeira alegria do dia.
Como o vento estava forte, a estratégia foi bater água com spinnerbait
enquando dava à perna contra o vento. E depois fazer o sentido inverso à
boleia do vento, mas com jig.
E eis que num lance para zona de ervas levo uma mocada forte e começa uma
verdadeira batalha!
Por duas vezes a ponteira ficou bem mergulhada dentro de água, toda dobrada!
Mas acabei por levar a melhor e consegui por o primeiro e belo achigã dentro
da rede. Grade já não era!
O primeiro valentão do dia!
Um belo achigã quileiro
Um bonito peixe quileiro a dar cabeçadas e arranques... Que mais poderia eu
querer?
Ora lá está, outro igual!
Ao fazer o percurso de regresso optei, como tinha dito anteriormente, por usar
o jig e bater zonas rochosas mais ingremes.
Num lance diretamente para uma ponta, levo mais uma pancada seca, ferragem
feita e meto-me noutra luta fenomenal!
Valentão #2 que gostou do meu jig!
Achigã quileiro ao jig
Outro peixe de bom calibre, igual ao primeiro do dia. Nada mau, a manhã estava
a correr bem!
Manhã é como quem diz... Pois ja eram 14h e tinha que comer qualquer coisa.
Pequena pausa para um lanche reforçado, beber água e levar o pato para outras
margens, em busca de outras zonas para bater.
Pequena pausa para repôr energias
Novamente de volta à água, o vento durante a tarde parecia endiabrado. Houve
inclusive alturas que tive que me encostar à margem só para não perder metros
que já tinha dado à perna!
Lá acabei por me encostar numa zona mais protegida e consegui fazer mais uns
lances de spinnerbait.
Do que me tinha apercebido, estavam abrigados perto das ervas, logo não perdi
muito tempo em zonas sem essas condições.
E foi uma boa aposta, já que ao fim de 1h sempre a dar à perna contra o vento,
veio o terceiro achigã do dia! Parecia maior, mas percebi que o peso era das
ervas que vinham junto :)
Bonito achigã que foi a terceira captura
Capturado com spinnerbait
Um achigã mais pequeno, mas lutador na mesma! E se 3 achigãs já era bom,
então....
Então e se for um achigã com força suficiente para me fazer dar uma volta de
360º no pato?!
Bastou um lance para (lá está...) uma zona de ervas, algumas maniveladas e
levo uma pancada forte. Um salto acrobático bem perto de mim, e começa a
diversão!
O peixe afunda com força e a puxar para o lado esquerdo.
Deixo-me levar para o cansar e ele continua a puxar, sempre cheio de vida! Até
que o peixe decide virar na minha direção e coloquei logo a rede para o
apanhar.
Quando dou por mim, tinha dado uma volta completa! Surreal a força destes
peixes!
O maior do dia! 1,195kg
Este valentão deu uma luta fantástica!
Acabou por ser o maior do dia e das jornadas, com uns belos 42cm e os seus
1,195kg. Um belo achigã, sem dúvida alguma ficará guardado na memória.
Talvez 2 lances depois e ainda no mesmo sitio, volto a ferrar um peixe mal o
spinnerbait tocou na água mas este já era um peixe mais pequeno com 30cm :)
Com a luz a diminuir e um longo percurso aquático para percorrer, dei por
terminada a pesca, aproveitando a força do vento para me ajudar a deslocar
para onde tinha o carro.
O descanso do guerreiro
Terminou assim o 4º e último dia desta fantástica aventura que espero poder
repetir por muitos e muitos anos, desde que haja saúde e condições para tal.
Para terminar, algumas considerações/constatações:
Neste último dia, foram percorridos 2,4km de manhã e 1,5km de tarde
(aproximadamente, claro) dando um
total de 3,9km sempre a dar à perna!
Antes destes 4 dias, nunca tinha feito uma captura com jig, foi uma estreia
e penso que aprendi um bocadinho mais com esta experiência;
A pescar de pato perdi muito menos material que a pescar da margem, o facto
de poder colocar-me por cima do sítio da prisão e tentar "contornar" ajuda
bastante;
Em dias de vento o pato torna-se bastante complicado de controlar, mas
depois de aprender a controlar e "dominar" o posicionamento, pode-se usar o
vento a favor em alguns casos;
Espero que tenham gostado, tal como referi no início deixo-vos aqui o video
resumo dos 4 dias!
Venho-vos relatar duas pescas à chumbadinha feitas durante uma curta semana de
férias.
A primeira pesca foi logo no primeiro dia de férias ainda aqui pelo Norte,
onde defini que só voltava para casa quando tivesse pescado o que iria ser o
meu almoço.
Uma manhã bonita, com o céu nublado e o mar a trabalhar bem, prometia ser uma
manhã em grande!
Mas o que parecia prometido, foi-se tornando um desafio. Pouca actividade,
quase sem toques e nada parecia funcionar. A maré foi descendo e fui
acompanhando a descida avançando no pesqueiro em busca do peixe.
Muda-se a espessura do fio, o peso na chumbadinha, experimenta-se com pião...
Nada estava a dar resultado!
Até que finalmente tenho um toque mais firme, faço a ferragem e lá está, o
primeiro sargo do dia! Não era nenhum gigante, mas pelo menos já tinha o
suficiente para o objectivo - peixe para o almoço.
Sargo para o almoço
Depois desta captura continuei à procura mas tinha coisas combinadas e o tempo
já estava a esgotar, para além do mar estar a ficar cada vez mais forte.
Seja como for, objectivo cumprido com sucesso!
Passaram-se uns dias e as verdadeiras férias na costa alentejana chegaram.
Umas férias curtas, com companhia e num local assim, requer alguma ginástica
para conseguir encaixar uma pesca.
Lá consegui encaixar uma pesca num fim de dia, apenas para ver se conseguia
enganar algum peixinho para o almoço do dia seguinte.
Acompanhado pela minha namorada, fomos procurar um sitio que fizesse o mínimo
de feição para enganar uns sarguitos. Como o primeiro local estava cheio de
gente, deslocamo-nos para outro spot, este sim vazio e completamente à
vontade.
Preparo o material, faço o primeiro lançamento e digo eu na brincadeira
"espera um bocado que já vou tirar peixe".
Primeiro lance para a esquerda de uma pedra mesmo por baixo da falésia não deu
em nada. Lanço agora para a esquerda dessa mesma pedra. Um toque, outro mais
vigoroso e faço a ferragem e digo-lhe "Já está, tenho peixe!"
E começa uma bonita luta do alto da falésia com o peixe lá em baixo! Pelo
bater e arranques vigorosos, percebi que não era um sargo, mais ainda quando a
zona onde estávamos é propicia ao aparecimento das douradas. E eu a pescar com
um 0,23mm no estralho....
Aguento o peixe o quanto posso, deixo-o cansar à vontade para depois
tratar de o puxar cá para cima - não tenho rabeca.
Peixe dominado, seguro bem a cana, começo a dar ao carreto. E a cana cada vez
mais dobrada...
Continuo a dar à manivela, quando sinto que já está perto o suficiente,
levanto a cana para o lado e lá vem o peixe do dia!!
Bonita dourada à chumbadinha ao pôr-do-sol!
Uma bela dourada! A minha primeira dourada à chumbadinha e capturada logo ao
segundo lançamento!
Eu tremia por todos os lados, foi surreal!! Nem conseguia iscar direito para
lançar novamente.
Novo lance, desta vez para a mesma zona (direita da pedra) e pouco depois,
mais um toque e mais uns arranques fortes! Esta é maior que a anterior!
Controlo o peixe o melhor que posso, deixo-o puxar à vontade para se cansar
antes de iniciar a subida. Começo a puxar devagarinho e após talvez umas 5
maniveladas acontece... O peixe desferrou-se quando já estava a subir.
Fiquei de rastos. Um sabor amargo na boca, daqueles que custa bastante a
superar.
Pensei que a linha tivesse partido, mas quando fui verificar ainda tinha tudo,
inclusive o isco o que me levou a concluir que estaria mal ferrada (ou ferrada
pela beiça) e ao levantar acabou por se soltar.
Ainda voltei a lançar novamente e a experimentar outros iscos, mas o sol já lá
ia. E pescar no escuro num sitio em que era preciso lances com precisão bem
juntos à pedra, não ia funcionar... Tivemos que dar por terminada a pesca com
uma bela dourada capturada e outra que escapou!
No dia seguinte bem cedinho voltei ao mesmo local (desta vez sozinho) mas
depois de procurar e procurar, nem um único peixe consegui enganar. As águas
estava muito abertas, quase não mexiam de tão paradas e nos poucos sítios onde
senti peixe deviam ser demasiado pequenos.
Seja como for, fica aqui o registo das duas capturas à chumbadinha em modo
férias com o grande destaque para a primeira dourada da minha Vega Bullfight
Nitro :)
Deu uma bela refeição!
Dourada grelhada
Fiquem bem e até à próxima, espero que tenham gostado!