domingo, 12 de junho de 2011

fish'n'Trip - Take 2 & Take 3


Dia 2 - Manhã - "Zero à esquerda....E à direita!"

Depois de mais uma manhã dolorosa para acordar, eram 5h30 e estávamos a caminho do mar novamente e mais uma vez em busca dos sargos. Porém, não tivemos muita sorte, novamente. O mar esteve parado, praticamente transparente e ocasionalmente vinham umas ondas mais agitadas - Mar de enchios.

Inicialmente fomos para a zona do dia de ontem mas não se revelou uma boa aposta e rapidamente procuramos outro sitio. Novo sitio, o mesmo problema, mar calmo e sem grandes hipóteses para os sargos por ali passarem. Pesca praticamente no final, a tentativa de safar a grade relevou-se numa fracassada tentativa de pesca ao agulha - NEM ISTO!

Coisas arrumadas, uma grande às costas, ala que faz tarde!

Dia 2 - Tarde - "A ver navios passar"


Dia curioso este...

E perceberão o porque disto. Depois de um almoço bem passado, a frustração da grade deu lugar à "loucura" e eis que entre o almoço e o jantar decidimos ir até ao Tejo para tentar a sorte nas corvinas( ou o que viesse, tamanha era a fome de peixe) e pegamos nas trouxas o mais rápido possível para nos pormos num instante a pescar. Fomos para a zona de Belém e o local estava todo ocupado, menos uma zona e rapidamente nos apercebemos do porque. Ora, sendo uma zona citadina, havia arvores e bancos em todo o passeio....Excepto no local onde estavamos! Mas como estávamos ali para pescar, rapidamente nos adaptamos ao local! Tshirts fora - para pescar um bronze -, cana de fundo com
lingueirão apoiada nas mochilas e canas de spinning a trabalhar alguns jigs e vinis.

A pesca estava a decorrer dentro do normal - grade - e eis que acontece algo meio insólito. Um barco passa perto da margem - quando digo perto, é mesmo perto pois num lançamento seguinte consegui passar a linha de água deixada pelo barco... - e prende a linha de pesca de um senhor que estava com 3 canas de fundo à nossa direita! Gritaria, cana a puxar, gestos e de repente... Blup. Uma cana vai água dentro! O senhor irritado, arrebenta com o fio da cana que tinha na mao, recolhe a outra e vai muito irritado embora, a dizer que vai esperar por eles na marina e faz e acontece....

Lançamento vai, lançamento vem e (não, não apanhei a cana) tenho um toque na cana de spinning! O drag que estava muito solto começa a soltar algum fio mas rapidamente sai fora um robalinho com pouco mais de um palmo (os seus 30cms prai).


Savage Gear Sandeel a fazer estragos, novamente!
Fiquei um pouco a contemplar o peixe e o vinil (Savage Gear Real Pearl a fazer estragos novamente) e reparei que o vinil pouco mais pequeno era que o peixe...Peixe mesmo voraz! Rapidamente tratei de lhe retirar o anzol da boca com muito cuidado e para espanto de algumas pessoas que estavam a passear e assistiram, devolvi à água. Obviamente perguntaram porque fiz isso, se o robalo era "bom" e "jeitosinho" ao que eu respondi com humor e com seriedade: ainda é apenas um "menino" e eu quero é peixes a sério; depois respondi que existe uma legislação que deve ser cumprida para preservar a espécie e que aquele ainda não tinha atingido a maturidade pelo que
me competia a mim, que o capturei, tratar da libertação.

Dois lançamentos depois, prendeu no fundo a Real Pearl e lá ficou...Bolas... Pouco depois, horas de ir embora e estava feita a pescaria por Lisboa!

Resultados finais: 0-1, 0-0, 0-1!

PS: Não estou, de todo, saciado de pesca/pescarias... Vingo-me a jogar em casa! 

Até já Viana!
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sexta-feira, 10 de junho de 2011

fish'n'Trip - Take 1

Antes de mais, devo dizer que estou cansado como tudo! Pronto, agora que marquei a minha posição, o relato da primeira investida.

Dia 1 - "O dia do Super-Cota"

 O plano de pesca de hoje de manha foi acordar as 4h45 para pelas 5h e tal estarmos no pesqueiro a tirar uns sargos à boia. Após um levantar doloroso e atrasado, lá nos fizemos à estrada e graças a tudo que é sagrado que não havia praticamente ninguém na estrada para nos atrasarmos ainda mais!

Chegamos ao Cabo da Roca, o aspecto do mar não dava grande motivação pois estava sem ondas e muito claro. Carregados com o material, descemos aquela porcaria com cuidado e custo. Engodagem inicial, preparar as canas e estamos a pescar. Não havia toques, não havia grande movimento das águas, apenas não estava bom para apanhar uns sargos. Entretanto chega um senhor já com uma idade e coloca-se mais ao lado a pescar ao fundo com 2 canas. Nisto tira um sargo. Outro. Outro. Mais um. Não eram grandes mas ao menos davam animação! Eis que desistimos do sitio e decidimos rumar para outros lados. Aquela subida..... CUSTA TANTO, MAS TANTO!....

Depois de beber quase uma garrafa de água quando chegamos ao topo do Cabo, procuramos um sitio com águas mais agitadas para os lados do Cabo Raso. Sendo feriado e com bom tempo, todos os cantinhos já estavam ocupados mas lá arranjamos um mais ou menos... Nova engodagem, viam-se peixes nas ondas(tainhas provavelmente) e estávamos novamente a pescar. Uns toques timidos indicavam a presença de alguns peixes miúdos. Assim do nada, tenho um toque e apanho um sargo, não muito grande, que retornou ao mar. Nova mudança de sitio e ficou feita a pesca num mar calmo.

Agora a cereja no topo do bolo.

Fomos ver uns sitios para uma pescaria logo à noite e vimos 2 senhores a pescar à bóia e ficamos um pouco a observar. Posso dizer que em alguns minutos tirou cerca de 4 sargos e ainda deixou fugir um. Pronto, ficamos "revoltados" e baptizamos o senhor de "Super-Cota" já que estava a dar-lhe seguidinho nos sargos.

Depois foi chegar a casa, almoçar e cama que logo a noite há nova investida (carapaus e cavalas são o alvo, penso eu de que...).

PS: 1-0 para mim....ehehehehehe :)
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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Fish'n'Trip - Prólogo

Aproveitando o fim de semana prolongado, estou neste momento a escrever este texto no autocarro a caminho de Lisboa ( Sintra vá) para fazer umas pescarias. Levo comigo algum material de fundo, spinning e bóia. Claro está que o objectivo será fazer pelo menos 1 vez cada tipo de pesca para a qual levo material.

Para o spinning, estou ansioso para poder arriscar uns vinis nas corvinas. Depois de umas indicações (obrigado Pedro), resta agora tentar convencer o meu primo que afinal elas existem mesmo e afinal podem ser capturadas em pesca apeada! Caso tal não seja possível, quem sabe uns robalinhos num recanto perdido da costa de Sintra.... Who knows...

O fundo e bóia será talvez mais do mesmo, uns sargos ou carapaus ou cavalas ou bogas ou tainhas ou salemas....(ok já deu para entender).... à boia. No entanto, quer me parecer que o forte será mesmo ao fundo, já que o meu primo tem andado mais aplicado nesse tipo de pesca e agora até tem tido alguma sorte.

A ver vamos!

PS: Estou neste momento agarrado aos "tomates" por causa das canas... Estão na bagageira porque o "simpático" motorista achou que não, não tenho nada que levar isso para dentro. Aguentem-se!
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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Uma aposta! - 1ª Mão

Ora bem, hoje foi a primeira mão das 5 possíveis da aposta que fiz com o Jorge. Da pescaria de hoje pode-se tirar algumas notas interessantes.

O mar estava com bom aspecto, estando calmo no inicio da enchente, ficou mais bravo quando já estava a meio da enchente e depois mais para o final acalmou( apesar de não termos feito a enchente toda). Notei também que a zona da praia seguinte tem umas rochas e fundões bastante apelativos à passagem de robalos, pelo que é mais um sitio a explorar futuramente.

Em relação à zagaia da Maria com o polvinho, nada a apontar. Num dia de vento na ordem dos 20km/h segundo o WindGuru, lançou e bem! O multifilamento também se portou bem, só ocorrendo por uma vez um pequeno embaraço que foi rapidamente resolvido com uma agulha. Achei apenas que o polvo está em desvantagem em relação aos outros vinis e passo a explicar.

Os fundos por aqui são muitas vezes irregulares em termos de areia, formando ondinhas de areia. Ora, sendo uma zagaia pesada e com alguma corrente, esta é arrastada para o fundo e ao puxar, embate na areia e enterrando assim a parte do chumbo. O atrelado fica solto atrás mas no caso do polvinho, acho que enterra-se também... Obviamente experimentei outros movimentos, como dar toques com a ponta para fazer pequenos saltos, arranques por cima das ondinhas, etc. Mas fica essa ideia...

Resultado actual : Jorge 1 - 0 Cláudio
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terça-feira, 24 de maio de 2011

Uma aposta! - Antevisão

Início assim um capitulo curioso nesta vida de pescador, a primeira vez que fiz uma aposta (curiosa como poderão constatar) com o Jorge. A desculpa para isto acontecer foi a seguinte: comprei recentemente mais umas coisinhas para completar o equipamento de pesca e entre elas, um jig e uns polvinhos de plástico.
Maria Mucho Lucir 45g BLH
Polvo Flashmer 11cm branco/transparente
O resultado foi este com uma pequena "surpresa", dentro do polvo coloquei um pedaço de cortiça cortado numa forma cilíndrica onde o anzol passa pelo centro. Desta forma, fica centrado o anzol em relação ao polvinho e com o extra de flutuar ligeiramente. Já foi testado e o efeito é qualquer coisa de espectacular se forem feitos os movimentos correctos (leia-se em serra, dando a impressão de um peixe e um polvinho estarem em fuga/luta).

Continuando com a história da aposta, ele céptico a esta combinação declarou logo que não vou apanhar peixe. Optimista como sou, afirmei que sim. Assim nasceu a ideia de apostar que no caso de eu num total de 5 pescarias com ele presente não apanhar, lhe fico a dever uma amostra. Mas caso eu apanhe algum peixe numa dessas 5 pescarias, fica ele a dever-me uma amostra!

Assim, duma maneira ou de outra, vamos pelos menos 5 vezes à pesca, experimentar coisas novas e tentar apanhar peixe! Venham daí as 5 tentativas!

PS: O material comprado foi: uma cadeira de areia, 3 cabeçotes Storm Lip Weight 45g, 3 Swim Bait da Berkley com 3cores(castanho,castanho escuro, preto), 1 par de botas de mergulho para completar o fato, o jig Maria, 2 saquetas de polvinhos(branco e laranja, ambos com transparente) e um pulso elástico por causa das dores ao segurar a cana.
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